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Paraná avança para se tornar referência na produção de vinhos

Produtos da Vinícola Coaviti, em Marialva

Uma parcela dos 444 produtores rurais envolvidos com a produção de uva e seus derivados, como vinhos e sucos, está retratada na edição de março e abril do Projeto Orgulho Paraná, iniciativa do Sistema FAEP que evidencia os produtores de diferentes regiões do Estado. A proposta contribui para valorizar produtos da agropecuária paranaense e dar visibilidade a agricultores de diferentes regiões do Estado.

Todos os anos, a produção de uvas e vinhos no Paraná movimenta R$ 261,7 milhões, graças a comercialização de 50 mil toneladas, resultado do plantio em mais de 3,5 mil hectares no Estado, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). Esses números tendem a aumentar com o roteiro turístico Rota Uva & Vinho Paraná, lançado em fevereiro, com apoio do Sistema FAEP, fomentando o turismo rural em 60 propriedades de 31 municípios.

“A proposta permite dar visibilidade aos produtores e fomentar a divulgação de produtos do solo paranaense. Esse projeto fortalece o sentimento de orgulho em todos os participantes da cadeia produtiva”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Alberto Horst, idealizador da vinícola Horst, em Guarapuava, na região Central do Estado, é um dos agricultores com produtos expostos na Projeto Orgulho Paraná. Em 2020, ao lado de sua esposa Joelma e da filha Gabriela, Horst adquiriu uma área, inicialmente, com o intuito de criar gado. Com o tempo, resolveu migrar para a produção de vinhos.

Depois de muito estudo e viagens a outros países referências na produção da bebida, o produtor fundou a vinícola Horst, focada na produção de vinhos finos de altitude, com destaque para rótulos como Dom Alberto (Malbec) e Lote Santa Cruz (Cabernet Franc). O negócio familiar iniciou com 10 mil mudas de uvas importadas da Europa e cresceu para 16 mil videiras.

Não demorou e a propriedade se tornou ponto turístico devido à beleza da plantação de uvas e ao ineditismo da proposta. “O diferencial está nas uvas vitiviníferas, pilar da produção de vinhos finos de alta qualidade ao redor do mundo. E, devido à altitude, Guarapuava é perfeito para isso”, destaca Alberto.

A primeira safra ocorreu em 2023, com a produção de 5 mil quilos, quantidade que permitiu fabricar 4 mil garrafas. No ano seguinte, foram 10 mil garrafas e, em 2025, 13 mil. A safra deste ano está prevista para 20 toneladas de uva, o que vai permitir produzir 17 mil garrafas.

Hoje, o engarrafe ocorre em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Porém, o projeto de Horst é construir um prédio em Guarapuava para que todo o ciclo de produção ocorra totalmente no local.

“Estamos nos destacando em nível estadual, movimentando uma área sem muita tradição na produção de vinhos. Isso aumenta a responsabilidade”, afirma Horst. “Queremos que, daqui a 50 anos, nossos rótulos carreguem a história da nossa família e também da região de Guarapuava e do Paraná”, complementa.

Na Região Norte do Paraná, em Marialva, conhecida como a Capital da Uva Fina, a cooperativa Coaviti ganha cada vez mais destaque. Fundada em 2005, a vinícola nasceu da iniciativa de 20 pequenos produtores da região que resolveram unir forças. Hoje, a vinícola trabalha em duas frentes: vinhos tinto (seco e suave) e branco (seco e suave).

Filha de produtores rurais que trabalham há mais de 30 anos com uvas e atual presidente da Coaviti, Tatiana Castelari destaca que, para produzir um bom vinho, é preciso respeitar algumas etapas, principalmente na plantação e cultivo da uva.

“Quando a uva vem para a vinícola, iniciamos o processo de recepção, depois vem a seleção das melhores, a fermentação e o acompanhamento até o processo de envase. Cada passo exige técnica, cuidado e respeito com a matéria-prima”, explica Tatiana, que enxerga credibilidade em participar do Projeto Orgulho Paraná. “Nos últimos meses, percebemos aumento no interesse de pessoas querendo conhecer a vinícola. Isso tem elevado o nome do nosso negócio e da nossa região como referência na produção do vinho”, destaca.

Nos últimos anos, a Região Metropolitana de Curitiba também vem ganhando destaque na produção de uvas e vinhos. A centenária vinícola Strapasson, localizada no município de Colombo, já tem uma longa bagagem no setor. Fundada em 1889, o negócio da família começou com imigrantes vindos de Veneza, na Itália, com poucas mudas de uvas que acabaram vingando e fazendo sucesso na tradicional Festa da Uva, o maior evento da cultura italiana do Paraná.

De acordo com a sócia-proprietária da vinícola, Jéssica Martini, a proposta é unir tradição e inovação ao negócio da família. Hoje, a empresa usa a uva tipo Uva Terci para a produção dos vinhos tintos (seco e suave) e a Niágara, que faz o vinho branco suave e rosé suave. Mas a linha de produtos não para por aí.

“Recentemente, lançamos cosméticos à base de vinho da Uva Terci. E estamos nos preparando para lançar um perfume, além das nossas trufas, geleias, sucos e ovos de Páscoa. Tudo à base de vinho”, explica Jéssica.

Para ela, fazer parte da vitrine do Projeto Orgulho Paraná é o reconhecimento do trabalho realizado há tantas décadas. “Queremos atingir o maior número possível de clientes e espalhar o nosso conhecimento sobre a produção de vinhos e, com isso, levar o nome de Colombo e do Paraná para o restante do Brasil”, afirma.

Assessoria de Imprensa
Foto – FAEP

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