
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) intensificou o cronograma de obras para ampliar o sistema de esgotamento sanitário na Zona 6 de Maringá, com investimentos que superam R$ 70 milhões. A iniciativa busca avançar na universalização do serviço e aumentar a eficiência do tratamento de esgoto no município, que já atende 99% dos imóveis com coleta e tratamento.
Desse total, aproximadamente R$ 13 milhões estão sendo aplicados diretamente nas regiões do Jardim Ouro Cola e Cidade Industrial, beneficiando cerca de 820 imóveis entre residências e estabelecimentos comerciais. A obra atende a uma demanda antiga local e envolve intervenções de maior complexidade técnica e segundo o diretor-presidente da companhia, Wilson Bley, o projeto inclui não apenas a implantação da rede coletora, mas também a construção de duas estações elevatórias, além de coletores e travessias subterrâneas necessárias para superar as características do relevo local.
De acordo com a diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Conte, a fase de implantação da rede está próxima da conclusão, com o foco agora voltado às estruturas de bombeamento e aos coletores, tubulações de grande porte responsáveis por transportar o esgoto até as estações elevatórias. Embora o cronograma inicial preveja 18 meses de execução, com início em agosto, há expectativa de que os trabalhos sejam concluídos ainda em 2026, impulsionados pelo uso de tecnologias que reduzem a necessidade de abertura de valas e minimizam impactos urbanos.
Ao todo, o projeto prevê a implantação de cerca de 37 quilômetros de tubulações, incluindo redes de coleta, coletores e linha de recalque, além de travessias subterrâneas nas avenidas Colombo e Paranavaí. O esgoto coletado será encaminhado para a Estação de Tratamento de Esgoto Mandacaru, que passa por obras de modernização com investimento de R$ 31,7 milhões.
A unidade receberá melhorias voltadas ao aumento da eficiência operacional e à adequação aos padrões ambientais, incluindo sistemas de tratamento de gases e controle de odores, com conclusão prevista para o segundo semestre.
Paralelamente, a Estação de Tratamento de Esgoto Sul também está em processo de ampliação, com aporte de R$ 26,5 milhões para a reforma de reatores e construção de novos módulos, com prazo de conclusão previsto para 2027.
Para moradores e comerciantes da região, a ampliação da rede representa o fim do uso de fossas sépticas, solução ainda presente em alguns imóveis e que traz riscos estruturais e sanitários.
O comerciante Milton Ferigatto relata que utiliza uma fossa instalada na calçada, o que pode comprometer a estrutura do imóvel.
Já a moradora Lídia Volpatto afirma ter enfrentado sucessivas tentativas de instalação de fossas no terreno e vê na nova rede uma solução definitiva, capaz de eliminar riscos e melhorar as condições de higiene.
Da Redação
Foto – Giovanna Fonseca
