Início Destaques do Dia Após reunião com prefeitura, empresários definem medidas para organizar região da Herval

Após reunião com prefeitura, empresários definem medidas para organizar região da Herval

Moradores reclamam da desordem e barulho nas madrugadas no entorno dos bares

Nesta semana, empresários da Associação de Bares e Restaurantes da Avenida Herval (ABARH) formalizaram compromissos para reduzir transtornos provocados por aglomerações, especialmente durante as madrugadas dos fins de semana, na Rua Arthur Thomas e região.

As medidas foram definidas durante reunião com o prefeito Silvio Barros e autoridades municipais, com o objetivo de equilibrar a atividade econômica e o bem-estar da comunidade local. O plano de ação apresentado pelos estabelecimentos foca na organização do espaço público e na higiene urbana.

Ficou definido que após o fechamento dos estabelecimentos, às 2h, será iniciada a varrição de ruas e calçadas, além da solicitação de instalação de um contêiner adicional para grandes geradores, complementando as seis lixeiras já instaladas em áreas públicas.

Na área de segurança, haverá reforço das equipes para impedir a circulação de pedestres na Avenida Herval e controle mais rigoroso de acesso de menores de idade após as 22h. Já na mobilidade, serão utilizados sinalizadores removíveis a partir das 21h para coibir o estacionamento irregular e garantir a fluidez do trânsito na via.

Lucas Cave, proprietário do bar Caverna 128, afirma que, apesar de muitas vezes serem culpabilizados, o problema do fluxo intensivo já foi denunciado pelos próprios empresários: “fizeram gravações, fotos, inclusive solicitando, junto ao Ministério Público, em parceria com os moradores, uma ação para tentar resolver, pela seguinte questão: esse público que ali passou a se instalar não consome nos bares. Eles trazem bebidas e alimentos de casa e, alinhado a isso, há poluição sonora, oriunda de caixas móveis que eles trazem, sem contar a questão dos escapes de motos, freadas bruscas, buzinas etc. E nós pagamos, inclusive, para limpar trechos onde não existem bares e em horários em que nós já estamos fechados, porque, apesar de não serem pessoas que frequentam os nossos bares, elas causam esse problema, e esse problema é apontado integralmente como culpa dos estabelecimentos.”

Um ponto levantado pela ABARH é que parte do ruído que incomoda os residentes provém de veículos que circulam na região. Diante disso, o grupo manifestou apoio à possibilidade de instalação de um radar sonoro, sinalizada pelo secretário de Mobilidade Urbana.

Os empresários também solicitaram a intensificação de blitz no cruzamento das ruas Piratininga e Arthur Thomas, além de estudos para a implementação de um totem de segurança na localidade. Segundo a associação, as medidas são essenciais para coibir comportamentos que prejudicam a imagem do setor e a tranquilidade dos moradores.

As medidas ainda devem passar por avaliação prática nos próximos meses. A expectativa é de que, com maior fiscalização, estrutura e colaboração entre os envolvidos, seja possível reduzir os impactos sem inviabilizar a atividade dos estabelecimentos. O desafio permanece em equilibrar o uso do espaço público, mantendo a movimentação que caracteriza a região sem que isso resulte em prejuízos à convivência urbana.

Mari Parma
Foto – Reprodução

COMPARTILHE: