
A Prefeitura de Maringá anunciou ontem (08) a suspensão do edital que determinava a remoção de até 12,5 mil árvores com laudo. O investimento previsto para a ação era superior a R$ 80 milhões.
O documento havia sido publicado no Portal da Transparência no dia 20 de março. O contrato anunciava remoções, destocas e trituração de até 12,5 mil árvores, com alguns procedimentos chegando a custar, individualmente, até R$ 6,4 mil.
Segundo a Prefeitura, o objetivo era zerar a fila de mais de 5 mil árvores com laudo e ter uma reserva técnica conforme a demanda for surgindo. Dados do Protocolo Maringá registram 6.226 pedidos de remoção de árvores protocolados em 2026, sendo, destes, 2.945 com urgência.
Após o lançamento da licitação, o processo recebeu quatro pedidos de esclarecimentos e três de impugnação, conforme publicado no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Entre elas, está a impugnação do Observatório Social de Maringá (OSM), protocolada no dia primeiro de abril.
A entidade questiona a falta de detalhamento dos custos unitários, o que dificulta a verificação da composição dos valores previstos no contrato. Também aponta obscuridade no modelo de contratação, indicando ausência de clareza sobre como os serviços seriam executados e medidos. Além disso, ressalta a falta de metas e quantitativos mínimos mensais, apesar da previsão de um gasto elevado por mês, o que, segundo o OSM, compromete a transparência e o controle da execução do contrato.
Após questionada, a Prefeitura afirmou que a suspensão não foi motivada por um pedido de esclarecimento específico. Em nota ao Jornal do Povo, o órgão declarou que a licitação foi suspensa para adequações no edital. Também comunicou que, após as adequações, o certame será publicado novamente. No entanto, não foi determinado um prazo específico.
Mari Parma
Foto – PMM
