
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) terá destaque no Link Iguassu Valley 2026, com a aprovação de nove relatos técnicos de propriedade intelectual que serão apresentados durante o evento, considerado um dos maiores programas de inovação aberta do Brasil. A sexta edição está marcada para o dia 15 de maio, no Lar Centro de Eventos, em Medianeira.
Os trabalhos selecionados farão parte da programação do Matchmaking Presencial e também serão exibidos na vitrine tecnológica, iniciativa que conecta empresas, cooperativas, startups e instituições de ciência e tecnologia. A proposta é aproximar a produção acadêmica do setor produtivo, incentivando parcerias e a aplicação prática das inovações.
As tecnologias aprovadas envolvem áreas estratégicas como Inteligência Artificial, Sustentabilidade, Indústria 4.0, Agrotech e Biotecnologia. Muitas delas já contam com proteção intelectual, como patentes, registros de software e desenhos industriais, ou estão em processo de proteção. As soluções são voltadas a cadeias agroalimentares relevantes, incluindo soja, milho, trigo, avicultura, suinocultura, piscicultura, bovinocultura, indústria alimentícia e logística.
Entre os projetos aprovados estão um equipamento modular para congelamento rápido de carne de frango, novos medicamentos antifúngicos para uso humano e veterinário, um motor magnético de alta eficiência para conversão de energia, além de soluções sustentáveis como a produção de compostos bioativos a partir de cactos e uma máquina doméstica para separação de resíduos de cápsulas de bebidas.
Também integram a lista um sistema térmico para secagem eficiente, um sorvete funcional com ingredientes alternativos e uma tecnologia nacional para produção de ciclodextrinas.
De acordo com a organização do evento, o objetivo do programa é acelerar inovações com potencial de mercado, fortalecendo a transferência de tecnologia e ampliando o impacto da produção científica. A seleção dos trabalhos foi realizada por uma comissão técnico-científica, que considerou critérios como relevância, grau de inovação, clareza técnica e viabilidade de aplicação.
Os projetos da UEM foram prospectados pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da universidade, responsável por identificar e promover soluções com potencial de transferência para o setor produtivo.
Além da UEM, outras instituições estaduais do Paraná também tiveram trabalhos aprovados, como a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp).
O Link Iguassu Valley é uma iniciativa do Iguassu Valley, ligado ao Programa Oeste em Desenvolvimento, e conta com realização do Sebrae Paraná, além de parcerias com cooperativas, instituições de pesquisa e órgãos de fomento à ciência e tecnologia.
Da Redação
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