Início Maringá Servidores denunciam condições precárias e cobram segurança no PAC

Servidores denunciam condições precárias e cobram segurança no PAC

Segundo a Prefeitura, a Guarda Municipal tem intensificado o patrulhamento no local

A situação no Pronto Atendimento à Criança (PAC) voltou a ser alvo de cobrança do Sismmar, que realizou na semana passada uma nova reunião com servidores dentro da própria unidade para discutir problemas estruturais e o aumento da tensão no atendimento.

Segundo o sindicato, o encontro foi motivado pela persistência de falhas já apontadas desde outubro de 2025, sem solução definitiva por parte da gestão municipal. Nos últimos dias, a unidade também teria registrado episódios de forte tensão e risco de violência, o que tem agravado a preocupação dos servidores.

Durante a reunião, representantes do sindicato voltaram a cobrar providências das direções do PAC e do Hospital Municipal de Maringá (HMM).

De acordo com a entidade, desde a transferência do PAC para o espaço do hospital, a unidade enfrenta problemas como ventilação inadequada, falta de pias para higienização, ausência de saídas apropriadas e limitação de espaço físico. O Sismmar também afirma que, diante da alta demanda, a estrutura atual não comporta adequadamente o aumento de profissionais e pacientes.

E ainda alerta para a superlotação, especialmente em dias de maior movimento, como segundas e terças-feiras. Com o aumento dos atendimentos pediátricos, o sindicato afirma que cresce o risco de conflitos entre usuários e profissionais de saúde, o que tem gerado preocupação com episódios de violência.

Em nota, a Prefeitura de Maringá informou que a Guarda Civil Municipal de Maringá tem intensificado o patrulhamento no local para garantir a segurança da comunidade.

Além disso, a Secretaria de Saúde já vem trabalhando para implantar o sistema de botão do pânico no Pronto Atendimento à Criança (PAC), e o município elabora processo licitatório para contratação da empresa que prestará o serviço.

A administração municipal esclarece ainda que houve aumento significativo nos casos de doenças respiratórias pediátricas, o que elevou a demanda por atendimentos e internações. Segundo a Prefeitura, todos os pacientes seguem recebendo assistência no PAC, que está com as equipes de profissionais completas. O município reforça que segue monitorando o cenário e atuando em conjunto com os hospitais de referência para assegurar o atendimento à população.

Alexia Alves
Foto – Reprodução

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