
As três pessoas da mesma família assassinadas em um bar não tinham nada a ver com a disputa de traficantes por pontos de drogas em Sarandi
Ao prender no final de semana o mandante do triplo homicídio ocorrido no Jardim Verão, a Operação Leviatã desfez o mistério sobre o crime que abalou Sarandi na noite de 22 de maio. As investigações revelaram que a chacina está ligada à disputa de território por duas facções que operam com o tráfico de drogas em Sarandi.
Já havia sido preso o intermediário da contratação do pistoleiro e através dele, a Polícia Civil chegou ao mandante. Faltava ainda, até o final da tarde de ontem, localizar e prender o atirador, que executou a sangue frio três pessoas inocentes.
Conforme os agentes policiais diretamente envolvidos nas investigações, Gabriel Vitor Surany seria o responsável pela comercialização de entorpecentes na região e teria ordenado a execução de um casal suspeito de vender drogas no bairro sem autorização da organização criminosa a que pertence. Paulo Rogério Aparecido Surany, o primeiro a ser preso, teria auxiliado na logística e contratado Jhonatan Sales dos Santos para executar a tarefa sangrenta. Foi Paulo que levou o pistoleiro até o bar da Rua das Rosas, onde o casal alvo estaria.
Na segunda-feira, 25 de maio, Paulo compareceu à Delegacia de Sarandi na companhia de um advogado, prestou depoimento, negou sua participação no crime e foi embora. O delegado Willian Araújo Ribeiro, convicto de que o suspeito estava mentindo e sem poder deixá-lo preso, tratou logo de enviar à Justiça um pedido de prisão preventiva. Obteve e em menos de 48 horas algemou o coparticipante da chacina em um quarto de motel. Com a prisão dele, a polícia identificou logo o mandante Gabriel Vitor Surany, líder da facção e autor da trama que terminou na morte de Rafael Moreira do Amaral, sua esposa Jéssica de Jesus Hassa e o sobrinho Matheus Souza do Amaral.
Da Redação
Foto – Plantão Maringá
