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Maringá intensifica fiscalização e educação ambiental em meio a reclamações da população

A Câmara de Maringá aprovou, durante a sessão de ontem, 2, a criação de uma Comissão Especial de Estudos para investigar as possíveis causas do mau odor que tem sido frequentemente relatado por moradores em diferentes regiões. A proposta recebeu 16 votos favoráveis e prevê um prazo inicial de 90 dias para os trabalhos, podendo ser prorrogado por igual período.

A comissão será formada por seis vereadores e terá a missão de identificar possíveis responsáveis pela situação, além de propor medidas legislativas e administrativas que possam contribuir para a solução do problema. O grupo também poderá encaminhar recomendações aos órgãos competentes e sugerir outras ações consideradas necessárias.

Segundo o requerimento aprovado, a população tem relatado há anos a presença de um forte odor em diversos bairros do município, situação que gera desconforto e levanta questionamentos sobre possíveis impactos ambientais. A proposta destaca a necessidade de investigação para verificar se o problema pode estar relacionado a atividades que estejam causando danos ao meio ambiente. Assinam o documento os vereadores Diogo Altamir, William Gentil, Ângelo Salgueiro, Daniel Falcioni Malvezzi, Luiz Neto e Pastor Sandro Martins.

Além da criação da comissão, a sessão foi marcada pela participação do presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), José Roberto Francisco Behrend, que utilizou a tribuna do poder Legislativo para apresentar um balanço das ações desenvolvidas pelo órgão e divulgar a programação da Semana do Meio Ambiente.

Durante sua apresentação, Behrend destacou o trabalho realizado no Parque do Ingá, considerado um dos principais patrimônios ambientais e turísticos de Maringá. De acordo com ele, desde a retomada das trilhas guiadas, em 2025, mais de 5 mil pessoas participaram das atividades promovidas no local. O presidente também citou eventos temáticos, como a Noite dos Morcegos, que reuniu cerca de 500 participantes e teve as inscrições esgotadas em poucas horas.

Entre as ações recentes, ele ressaltou ainda a revitalização do Jardim Japonês e a criação de uma identidade visual própria para o Parque do Ingá, utilizando a gralha como símbolo das atividades de educação ambiental voltadas principalmente para crianças.

Behrend também apresentou projetos ligados à sustentabilidade e à gestão ambiental do município. Entre eles está o programa Maringá Lixo Zero, que busca alternativas para reduzir o volume de resíduos encaminhados ao aterro sanitário por meio de iniciativas como compostagem, biodigestão e recuperação energética. Outra ação destacada foi a Rota da Conscientização, que já levou mais de dois mil estudantes de 40 escolas municipais para conhecer o destino final dos resíduos produzidos na cidade.

Também foram mencionadas as ações do IPTU Verde, programa que incentiva práticas sustentáveis nos imóveis urbanos, além das atividades de fiscalização ambiental, que contabilizaram cerca de 600 notificações e 300 autos de infração somente neste ano.

Entre os serviços de manutenção realizados pelo instituto, destacam-se a roçada de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados de áreas verdes por ano, a recuperação de fundos de vale e o plantio de árvores frutíferas em diferentes regiões da cidade.

Durante a sessão, Behrend também apresentou as atividades da Semana do Meio Ambiente, que ocorre entre os dias 1º e 5 de junho e inclui palestras, distribuição de mudas, ações educativas em parques e atividades voltadas aos estudantes da rede municipal de ensino.

As ações integram as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Neste ano, a campanha global promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) tem como foco as mudanças climáticas e busca conscientizar a população sobre a necessidade de ações concretas para a preservação ambiental diante de desafios como ondas de calor, incêndios florestais, elevação do nível do mar e derretimento de geleiras.

Da Redação
Foto – Reprodução

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