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Maringá já arrecadou mais de R$ 384 milhões em impostos em 2026

Em 2026, Maringá já arrecadou cerca de R$ 384,8 milhões em impostos, segundo dados oficiais do Impostômetro Brasil. No País, os brasileiros precisaram trabalhar 150 dias apenas para pagar tributos, o que significa que mais da metade do ano é destinada exclusivamente aos impostos, restando pouco mais da metade para consumo, moradia e planejamento financeiro familiar.

No total, o Brasil arrecadou aproximadamente R$ 1,7 trilhão em impostos até junho. Apesar do volume, especialistas questionam se a qualidade dos serviços públicos acompanha o montante arrecadado. Segundo levantamento da plataforma Gasto Brasil, até o início de junho, as despesas públicas brasileiras alcançaram R$ 2,32 trilhões, superando a arrecadação em cerca de R$ 600 bilhões.

O governo federal foi responsável por R$ 1,08 trilhão (46% do total), enquanto os municípios gastaram R$ 642 bilhões, acima dos R$ 629 bilhões dos estados. Entre os maiores gastos está a Previdência Social, que consumiu R$ 665 bilhões das três esferas de governo juntas.

Criada em 2025 pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a plataforma Gasto Brasil permite acompanhar, em tempo real, como os recursos públicos são utilizados. O sistema reúne informações sobre gastos com pessoal, previdência, encargos sociais, investimentos e obras públicas, promovendo maior transparência e controle social sobre as contas públicas.

Especialistas lembram que o pagamento de impostos é essencial para financiar serviços como saúde, educação, segurança e infraestrutura, mas destacam que acompanhar a aplicação desses recursos também é um direito e dever do cidadão.

POUPANÇA

Maringá segue entre as cidades paranaenses com maior volume de dinheiro guardado em cadernetas de poupança. Segundo levantamento do Banco Central, a Cidade registrou R$ 2,343 bilhões em março de 2026, ocupando a terceira posição no Estado, atrás apenas de Curitiba (R$ 15,6 bilhões) e Londrina (R$ 2,5 bilhões).

No Paraná, o total de recursos aplicados em poupança ultrapassa R$ 1 trilhão, consolidando o Estado como um dos mais fortes financeiramente do País. Além disso, o Paraná liderou os investimentos liquidados no Brasil no primeiro bimestre de 2026, com R$ 703,6 milhões aplicados entre janeiro e fevereiro, superando Maranhão (R$ 684,1 milhões) e Bahia (R$ 449,1 milhões). Em comparação com 2025, quando o Estado ocupava a 13ª posição com R$ 119 milhões, houve um crescimento de mais de 490%.

O secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, destaca a relevância desses números. “Não são apenas cifras. São obras sendo entregues e que mudam a vida do cidadão. São mais viaturas, mais saúde e educação. Alcançar o topo do ranking nacional em um ano, superando grandes economias, é motivo de orgulho e mostra o compromisso do governo com o povo paranaense”, afirmou.

O trimestre de 2026 também registrou recorde histórico em investimentos. Em março, foram aplicados R$ 742 milhões, superando o total dos dois meses anteriores, e elevando o total do trimestre para R$ 1,44 bilhão, um aumento de 285,3% em relação aos R$ 375 milhões registrados nos três primeiros meses de 2025. A previsão orçamentária para o ano é de R$ 7,1 bilhões em investimentos.

Alexia Alves
Foto – Reprodução

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