
Maringá tem se destacado no Paraná no acesso à polilaminina, terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que o município já contabiliza seis pacientes atendidos pelo protocolo, ficando atrás apenas de Curitiba, que registra sete aplicações.
Os números ganharam destaque nesta semana após a realização das 16ª e 17ª aplicações da substância no Paraná. Uma das pacientes beneficiadas foi Ana Beatriz Cruz, internada no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, após sofrer um grave acidente no último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore durante um passeio com a família.
Segundo o coordenador do Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo) da Polilaminina, Mitter Mayer Borges, a agilidade da rede estadual de saúde tem sido fundamental para garantir que os pacientes sejam avaliados e atendidos dentro da chamada janela terapêutica, período considerado ideal para a aplicação da substância após a lesão.
Atualmente, os pacientes contemplados pelo tratamento no Paraná estão distribuídos entre Curitiba (7), Maringá (6), Foz do Iguaçu (2), Cascavel (1) e Londrina (1). Os dados colocam Maringá como a segunda cidade paranaense com maior número de aplicações realizadas desde o início do programa.
A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida para auxiliar na recuperação de pacientes com lesões medulares agudas. Produzida a partir da laminina, proteína naturalmente presente no corpo humano e encontrada em grande quantidade na placenta, a substância ainda está em fase de estudos clínicos para avaliação de sua segurança e eficácia.
O tratamento é realizado por meio do Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), permitindo que pacientes elegíveis tenham acesso à terapia enquanto as pesquisas seguem em andamento.
Com seis pacientes já atendidos, Maringá se destaca no cenário estadual e acompanha de perto os avanços de uma pesquisa que tem colocado o Paraná na liderança nacional da aplicação da polilaminina.
Da Redação
Foto – Ricardo Ribeiro
