
Os bancos passaram a liderar o ranking de reclamações no Procon de Maringá em 2025, ultrapassando as empresas de telefonia, que tradicionalmente ocupavam o topo da lista. Os dados foram divulgados pela diretora do órgão, coronel Audilene Rocha.
Segundo ela, até maio deste ano, o Procon já registrou cerca de 2,5 mil atendimentos envolvendo instituições financeiras, contra 1,75 mil relacionados às operadoras de telefonia. No acumulado de 2025, os números também confirmam a tendência: aproximadamente 6 mil atendimentos contra bancos e 4 mil contra empresas de telecomunicações.
Em entrevista concedida à CBN Maringá ontem a diretora explicou que a principal queixa dos consumidores envolve cobranças indevidas relacionadas a empréstimos não solicitados. Em muitos casos, segundo ela, os clientes não reconhecem a contratação e, ainda assim, passam a sofrer descontos mensais em suas contas ou benefícios.
Outro problema recorrente apontado pelo órgão é a liberação de cartões de crédito consignado, especialmente para aposentados e pensionistas do INSS, muitas vezes sem solicitação prévia. Nessas situações, o valor mínimo da fatura é descontado automaticamente do benefício, enquanto o saldo restante acumula juros elevados.
A diretora do Procon destacou ainda que as reclamações envolvem tanto bancos digitais quanto instituições tradicionais, públicas e privadas. Segundo ela, há indícios de problemas em diferentes tipos de instituições financeiras, o que amplia o alcance das denúncias registradas.
Casos com suspeita de fraude têm sido encaminhados para investigação da Polícia Civil, Polícia Federal e do Ministério Público, conforme informou o órgão de defesa do consumidor.
A mudança no perfil das reclamações acende um alerta sobre a necessidade de maior fiscalização e transparência nas operações financeiras, especialmente aquelas voltadas a públicos mais vulneráveis, como aposentados e pensionistas.
Da Redação
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