
Os abusos, segundo as vítimas, ocorriam durante rituais realizados em ambiente reservado, na cidade de Marialva
O suspeito foi preso pela Polícia Civil no final de semana, após a Justiça conceder mandado de prisão temporária requerido pelo delegado Aldair Oliveira. O homem, de 66 anos, vinha sendo investigado desde que os primeiros boletins de ocorrência foram registrados. Os relatos das vítimas detalhavam cenas de importunação e até de estupro.
Além da prisão do líder da religião de matriz africana, os agentes apreenderam o celular dele, que ainda será periciado, devendo auxiliar no prosseguimento das investigações.
O delegado Aldair disse ter ouvido das mulheres que procuraram a Delegacia que, em determinados momentos das cerimônias religiosas, elas eram conduzidas para o local separado, onde o religioso informava que elas iriam passar por um procedimento de “unção”. Durante os rituais, elas eram orientadas a tirar as roupas da parte superior do corpo e na sequência, o suspeito tocava nos seios delas.
O toque nos seios era o começo dos abusos, que em alguns casos terminavam em conjunção carnal forçada. “O que nos foi relatado está muito fora de qualquer tipo de liturgia, seja de qual religião for”, afirmou o delegado. Segundo ele, o suspeito nega as acusações e diz que diversas pessoas frequentavam o local e que outras também teriam participado dos mesmos rituais.
O líder religioso ainda não foi interrogado formalmente, procedimento que será realizado em uma etapa mais avançada da investigação, quando todos os elementos probatórios estiverem reunidos. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que novas vítimas procurem a Delegacia, uma vez que há informações de que o local também era frequentado por crianças e adolescentes, nem todas acompanhadas dos pais.
Da Redação
Foto – Blog do Edson Valério
