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Pesquisa do Sismmar aponta alto índice de violência contra servidores da Assistência Social

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) revelou um cenário preocupante de violência e insegurança enfrentado por trabalhadores da Assistência Social do município. O levantamento, realizado entre o fim de 2025 e o início de 2026, aponta que a maioria dos servidores já sofreu algum tipo de agressão no ambiente de trabalho e cobra a adoção de medidas urgentes para reforçar a segurança nas unidades.

A pesquisa integra a campanha permanente “Cuidar de quem cuida é o primeiro passo” e ouviu servidores dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Centro Pop, Casa Lar, abrigos municipais e outras unidades da Secretaria de Assistência Social (SAS).

Entre os participantes, 83,6% afirmaram já ter sido vítimas de violência verbal, 60,7% relataram violência psicológica, 21,3% disseram ter sofrido violência física, 18% violência patrimonial e 1,6% violência sexual. Quando considerados episódios presenciados ou conhecidos dentro das unidades, os índices são ainda maiores: 96,7% relataram casos de violência verbal, 73,8% de violência psicológica, 49,2% de violência física, 29,5% de violência patrimonial e 19,7% de violência sexual.

O estudo também aponta fragilidades nos protocolos de segurança. Segundo o levantamento, 62,3% dos servidores afirmaram que suas unidades não possuem procedimentos definidos para lidar com situações de violência. Apenas 16,4% disseram conhecer protocolos de atendimento, enquanto o mesmo percentual afirmou não saber se existe qualquer orientação institucional sobre o tema.

Os participantes também indicaram as principais medidas consideradas necessárias para ampliar a segurança. A presença ou monitoramento da Guarda Civil Municipal foi apontada por 83,6% dos entrevistados, seguida da criação de protocolos de segurança para situações de crise (82%), cursos voluntários de defesa pessoal (55,7%) e implantação de botão do pânico (45,9%).

Diante dos resultados, o sindicato encaminhou o relatório à Prefeitura de Maringá e solicita a criação de um grupo de trabalho para discutir medidas de curto, médio e longo prazo.

Entre as reivindicações estão a ampliação da presença da Guarda Municipal, implantação de botão do pânico, elaboração de protocolos de segurança, capacitações e fortalecimento da proteção institucional aos servidores. O sindicato informa ainda que pretende ampliar o debate sobre segurança também para os trabalhadores das áreas da Saúde e da Educação.

Em nota, a Prefeitura de Maringá informou que recebeu o levantamento com atenção e considera a iniciativa relevante para ampliar o debate sobre a segurança e o bem-estar dos servidores municipais.

Segundo a administração, desde 2025 o município vem aperfeiçoando políticas voltadas à proteção dos trabalhadores e as propostas apresentadas pelo sindicato já estão sendo analisadas.

A administração municipal acrescentou que tem interesse em implantar medidas que tragam benefícios aos servidores e à população e reafirmou o compromisso de ampliar as políticas de cuidado com a saúde e o bem-estar dos trabalhadores municipais.

Alexia Alves
Foto – Reprodução

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