
A consulta pública realizada pela Prefeitura de Maringá para avaliar a possível implantação do modelo cívico-militar nas escolas da rede municipal terminou com baixa participação popular. Encerrada em 9 de julho, a pesquisa recebeu 2.532 contribuições, conforme dados divulgados pelo Executivo.
O questionário foi direcionado a pais, responsáveis por estudantes e à comunidade em geral. O número de participantes representa uma parcela reduzida diante do universo da rede municipal, que atende mais de 40 mil alunos.
Com o fim da consulta, a Prefeitura informou que iniciou a fase de análise técnica das respostas, etapa que servirá de base para definir o cronograma das próximas fases do estudo. Segundo o município, os dados consolidados e as manifestações da comunidade serão divulgados posteriormente. O estudo foi anunciado em junho pela Secretaria de Educação (Seduc).
Segundo Adriana Palmieri, secretária da pasta, a eventual participação de militares nas escolas teria como foco o fortalecimento da disciplina e da chamada cultura de paz no ambiente escolar. “Queremos ouvir todos os segmentos envolvidos. A consulta pública é um instrumento importante para compreender as percepções, dúvidas e sugestões da comunidade antes de qualquer tomada de decisão. Quanto maior a participação, mais consistente será o processo de análise e construção dos estudos técnicos”.
A Prefeitura destaca que a consulta pública está fundamentada nos princípios da gestão democrática do ensino público, previstos na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que garantem a participação da comunidade na formulação e no aperfeiçoamento das políticas educacionais.
Durante a consulta, os participantes responderam a questões objetivas e puderam registrar sugestões, opiniões e dúvidas sobre a possível adoção do modelo cívico-militar. As contribuições agora serão analisadas pela equipe técnica responsável pelo estudo.
Da Redação
Foto – Reprodução
