
O número de motociclistas mortos no trânsito de Maringá acendeu um alerta em 2026. De janeiro a julho, 17 motociclistas perderam a vida, mais do que o total registrado durante todo o ano de 2025. O aumento representa um crescimento de 70% em comparação com os sete primeiros meses do ano passado, quando foram contabilizadas 10 mortes.
Os dados mostram uma piora significativa no cenário da segurança viária. Em apenas sete meses, a Cidade já atingiu o número de mortes de motociclistas que levou 12 meses para ser registrado em 2025. No ano anterior, foram 16 óbitos entre janeiro e dezembro.
Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, a maior parte dos acidentes fatais poderia ser evitada. De acordo com ele, as ocorrências têm características semelhantes e estão diretamente relacionadas ao comportamento dos condutores. “Quando observamos a dinâmica dos acidentes, vemos excesso de velocidade, motociclistas que colidem contra placas de sinalização, atingem a traseira de veículos parados e também casos de distração com o uso do celular. Mais de 90% desses acidentes são evitáveis”.
Diante do aumento das mortes, a Prefeitura de Maringá reforçou as ações de conscientização no trânsito por meio da campanha “Parar na faixa de pedestres é coisa nossa”, promovida pelas secretarias de Mobilidade Urbana (Semob) e de Comunicação (Secom). Desde o início das atividades, em 5 de julho, as blitze educativas já passaram por 16 pontos.
As equipes realizaram abordagens em avenidas de grande movimento, como João Paulino Vieira Filho, Mandacaru, Pedro Taques, Cerro Azul e Brasil. Durante as ações, agentes de trânsito distribuem panfletos contendo um quiz que incentiva motoristas e pedestres a refletirem sobre seus hábitos no trânsito.
O material aborda situações comuns do dia a dia, como o respeito à faixa de pedestres, o uso do celular enquanto dirige, a utilização do cinto de segurança, o uso do capacete por motociclistas, ciclistas e usuários de patinetes, além do respeito aos limites de velocidade e da proibição de dirigir após consumir bebida alcoólica.
Para Luciano Brito, mudar o comportamento dos usuários das vias é o principal desafio para reduzir o número de acidentes. “O comportamento é um dos principais componentes que podem fazer com que o trânsito seja seguro ou perigoso. E não estamos falando apenas dos condutores, mas também de como os pedestres agem para garantir a própria segurança. Entendemos que a mudança de atitude é possível, por isso investimos na campanha ‘É coisa nossa’, com clipe musical, panfletos e ações nas faixas de pedestres”, destacou.
Da Redação
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