
Com mais de 5 milhões de metros quadrados somando todos os seus campi, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) reúne milhares de estudantes, servidores, pesquisadores e profissionais que diariamente movimentam atividades de ensino, pesquisa, extensão e atendimento à comunidade. Presente em diferentes municípios do Paraná, a instituição tem impacto direto na formação de profissionais, na produção de conhecimento e na oferta de serviços essenciais à população.
Com mais de 15 mil estudantes matriculados, quase 80 mil profissionais formados ao longo da história e atuação em mais de 130 municípios por meio de serviços de saúde, exames, projetos de extensão e ações acadêmicas, a UEM ocupa posição estratégica no desenvolvimento regional.
Além dos campi universitários, a instituição mantém estruturas como o Hospital Universitário de Maringá (HUM), que atende pacientes da região, e desenvolve pesquisas e projetos que contribuem para diferentes áreas da sociedade.
É nesse cenário que a comunidade universitária se prepara para escolher a nova gestão da instituição. A UEM realiza, no dia 17 de agosto, a eleição para definir o novo reitor e vice-reitor para os próximos anos. Cerca de 25 mil eleitores, entre estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, agentes universitários e alunos da Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), estão aptos a participar da votação.
A campanha eleitoral segue até 16 de agosto, período em que as chapas apresentam suas propostas à comunidade acadêmica conforme as regras estabelecidas pela Comissão Eleitoral.
A expectativa é de ampla participação dos cerca de 25 mil eleitores aptos, distribuídos entre os campi da universidade, Hospital Universitário, Restaurante Universitário, Fazenda Experimental e polos de ensino.
Confira os principais pontos defendidos por cada chapa:
CHAPA 1-UEM NOS UNE
Candidatas: Priscila Garcia Marques (reitora) e Maria Cristina Gomes Machado (vice-reitora). A candidata Priscila Garcia Marques afirma que o principal diferencial da chapa é a independência em relação à atual administração da universidade. Segundo ela, isso permite propor mudanças sem compromisso com a continuidade do modelo de gestão vigente.
Para a chapa, o maior desafio da UEM é a permanência estudantil, aliada à precarização das condições de trabalho, infraestrutura e à distância entre a administração e a comunidade acadêmica. Entre as propostas estão o fortalecimento das políticas de assistência estudantil, recomposição do quadro de servidores, auditoria das contas para otimizar recursos e investimentos em manutenção e segurança dos campi.
Caso eleita, a chapa pretende implantar uma gestão mais participativa e transparente, descentralizar a administração da Prefeitura do Campus, modernizar processos administrativos e fortalecer a comunicação com estudantes e servidores.
Ao final do mandato, a chapa afirma que pretende entregar uma universidade “mais viva, inclusiva, democrática e eficiente”, com estudantes permanecendo na instituição, servidores valorizados e campi fortalecidos.
CHAPA 2- EM DEFESA DA UEM
Candidatas: Gisele Mendes de Carvalho (reitora) e vice da chapa. A candidata Gisele Mendes de Carvalho destaca como principal diferencial a defesa da autonomia universitária. Segundo ela, a universidade deve ampliar sua presença na sociedade e manter diálogo com os governos sem abrir mão da independência institucional.
Na avaliação da chapa, o principal problema da UEM é a infraestrutura. As propostas incluem investimentos em manutenção, recuperação de prédios, conclusão de obras paradas, modernização de salas de aula e laboratórios e ampliação do orçamento junto ao Governo do Estado.
Entre as mudanças previstas estão a criação da Pró-Reitoria de Permanência, Assistência e Inclusão (PAI), voltada exclusivamente aos estudantes, além da valorização das carreiras de docentes e técnicos, desburocratização dos processos de compras e maior autonomia para os programas de pós-graduação.
A expectativa é entregar uma universidade com infraestrutura recuperada, servidores valorizados, melhores condições de permanência estudantil e fortalecimento da excelência acadêmica.
CHAPA 3- UNIÃO E DEMOCRATIZAÇÃO
Candidatos: Romel Dias Vanderlei (reitor) e Adriana Aparecida Pinto (vice-reitora). O professor Romel Dias Vanderlei afirma que o diferencial da chapa é unir modernização administrativa e inovação tecnológica com uma gestão participativa. Entre as propostas estão o programa “UEM 100% Digital”, digitalização de processos, integração dos sistemas e modernização da gestão do Hospital Universitário.
Segundo a chapa, o principal problema da universidade é o excesso de burocracia e a centralização das decisões. Para enfrentar esse cenário, propõe a atualização do Estatuto e do Regimento da UEM, criação de um núcleo centralizado de compras, manutenção preventiva da infraestrutura, conclusão de obras e investimentos em tecnologia e sustentabilidade.
O plano de gestão também prevê ações voltadas à permanência estudantil, como fortalecimento do Restaurante Universitário, programas de saúde mental, moradia estudantil, inclusão, internacionalização, inovação e implantação do Parque Tecnológico.
Ao final do mandato, a chapa pretende entregar uma universidade “moderna, digital, desburocratizada e financeiramente sustentável”, com processos mais ágeis, infraestrutura qualificada, gestão participativa e fortalecimento da pesquisa, da inovação e da inclusão.
Alexia Alves
Foto – Reprodução
