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Queimadas em série assustam moradores na região da Avenida das Indústrias

Moradores da região da Avenida das Indústrias estão assustados e indignados com uma sequência de queimadas registradas nas proximidades das residências. Segundo relatos, em algumas situações, os próprios moradores precisaram agir para apagar as chamas e evitar que o fogo se espalhasse. Além do risco provocado pelos incêndios, a fumaça tem tomado conta da região e invadido prédios e imóveis, afetando principalmente idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios.

A principal preocupação da comunidade é que um dos focos saia de controle e avance em direção às residências, provocando danos maiores.

Os moradores cobram fiscalização e a identificação dos responsáveis pelas queimadas. Segundo os relatos, a repetição dos incêndios tem aumentado a sensação de insegurança, principalmente durante os períodos de estiagem, quando a vegetação fica mais seca e o fogo se espalha com maior facilidade. A fumaça também tem causado transtornos para quem vive na região, chegando aos apartamentos e casas e dificultando a rotina das famílias.

A realização de queimadas de forma irregular pode resultar em multa. Em terrenos, a penalidade começa em R$ 1 mil e, em caso de reincidência, pode chegar a R$ 2 mil. Já a queima irregular de resíduos sólidos pode gerar multa de até R$ 5 mil. Além das penalidades financeiras, o uso inadequado do fogo representa risco para a população, para o meio ambiente e para imóveis próximos.

Os dados do Corpo de Bombeiros mostram que a preocupação dos moradores ocorre em um período de atenção para o aumento dos incêndios. Entre janeiro e agosto deste ano, Maringá registrou 264 ocorrências de incêndio, uma média de aproximadamente duas ocorrências por dia.

Os números também apontam concentração dos registros durante os períodos mais secos. Em 2025, agosto foi o mês com maior número de incêndios ambientais em Maringá, com 52 ocorrências registradas pelo Corpo de Bombeiros.

A fiscalização ambiental também tem resultado em autuações. No primeiro semestre deste ano, o Instituto Ambiental de Maringá (IAM) aplicou 126 autos de infração ambiental, que, somados, ultrapassaram R$ 300 mil em multas. Os números reforçam o alerta para os riscos das queimadas durante a estiagem, quando a baixa umidade e a vegetação seca favorecem a propagação das chamas.

Da Redação
Foto – Reprodução

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