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Educação: Paraná lidera o Brasil e supera todos os países da América Latina em desempenho no Pisa 2025

Os estudantes do Paraná tiveram o melhor desempenho entre os estados brasileiros nas quatro áreas avaliadas no Pisa 2025 (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) e obtiveram resultados superiores aos de todos os países da América Latina participantes da avaliação em Ciências, Leitura, Matemática e Resolução Computacional de Problemas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O Paraná alcançou 461,6 pontos em Ciências, ante 408,5 da média brasileira; 458,0 pontos em Leitura, diante de 408,0 do Brasil; e 423,1 pontos em Matemática, frente aos 376,8 registrados no País. Em Resolução Computacional de Problemas, o Estado obteve 467,4 pontos, enquanto a média nacional foi de 405,5.

No ranking nacional, o Paraná ficou em primeiro lugar nas quatro áreas. Em Ciências, superou São Paulo, segundo colocado, por 19 pontos. Em Leitura, a diferença para o segundo colocado, São Paulo, foi de 24,3 pontos. Em Matemática, o Paraná ficou 19,3 pontos à frente de São Paulo. Em Resolução Computacional de Problemas, a vantagem sobre o segundo colocado, também São Paulo, foi de 21,4 pontos.

Na comparação com os países da América Latina participantes da avaliação, os resultados dos estudantes paranaenses também ficaram acima de todos eles nas quatro áreas divulgadas internacionalmente. Em Ciências, os 461,6 pontos do Paraná superam em 16,6 pontos o Uruguai, país latino-americano com melhor resultado na área, com 445 pontos. Em Matemática, a diferença é de 18,1 pontos em relação ao Uruguai, que obteve 405 pontos. Em Leitura, o Paraná alcançou 458,0 pontos, 22 pontos acima do Chile, melhor resultado entre os países latino-americanos, com 436 pontos. Por fim, em resolução de problemas com ferramentas computacionais o estado ficou à frente do Chile por um ponto (467 ante os 466 pontos dos chilenos).

“Esse resultado é fruto do trabalho de toda a nossa rede estadual de educação, da dedicação de professores, pedagogos, diretores, servidores, aliado a investimentos que fizeram do Paraná a melhor educação do Brasil”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “É motivo de muito orgulho para toda a nossa rede, que vem avançando cada vez mais com recursos tecnológicos, com o programa Ganhando o Mundo de intercâmbio internacional, com merenda de qualidade e o trabalho incansável de nossos professores e servidores”, destaca o governador.

COMPARAÇÃO INTERNACIONAL — O Paraná participa da amostra brasileira do Pisa e não é uma unidade participante independente da avaliação internacional, como os países e economias. Os resultados dos estudantes paranaenses, no entanto, são calculados na mesma escala utilizada pelo programa, o que permite a comparação de desempenho com os resultados divulgados internacionalmente. Nessa referência comparativa, o Paraná obteve resultados superiores aos registrados por todos os países latino-americanos participantes.

O Pisa avalia estudantes de 15 anos em Ciências, Leitura, Matemática e em resolução de problemas com ferramentas computacionais. Em Ciências, observa a capacidade de explicar fenômenos, interpretar dados, avaliar investigações e usar informações científicas na tomada de decisões. Em Leitura, analisa a compreensão, a interpretação e a avaliação de textos. Em Matemática, verifica se o estudante consegue formular, empregar e interpretar conhecimentos matemáticos para resolver problemas.

Ciências foi o domínio principal da edição de 2025 e recebeu maior número de questões. O novo marco da área reforça a análise crítica de evidências, a avaliação da credibilidade de informações e a aplicação do conhecimento científico em decisões e ações. As questões exigem que o estudante mobilize o que aprendeu para interpretar situações, construir explicações e escolher estratégias.

“O desempenho do Paraná mostra a capacidade dos nossos estudantes e o trabalho realizado diariamente nas escolas da rede estadual. Liderar o país nas quatro áreas avaliadas e alcançar resultados superiores aos dos países latino-americanos é um reconhecimento importante, mas também aumenta nossa responsabilidade. A educação precisa preparar os jovens para interpretar informações, resolver problemas, tomar decisões e atuar em uma sociedade cada vez mais complexa e digital”, afirma Roni Miranda, secretário de Estado da Educação.

Segundo o secretário, o resultado também reflete um conjunto de políticas adotadas pela rede estadual para ampliar as oportunidades de aprendizagem e aproximar a escola das exigências contemporâneas. “Os jovens vão estudar e trabalhar em uma sociedade que cada vez mais exige leitura crítica, raciocínio lógico, autonomia e domínio de ferramentas digitais. A rede tem avançado em ações voltadas ao acompanhamento da aprendizagem, à formação dos professores, ao uso pedagógico de recursos digitais e a metodologias em que o estudante assume papel protagonista”, afirma.

LIDERANÇA NACIONAL — O Paraná liderou o ranking brasileiro nas quatro áreas avaliadas.
Ciências
1º Paraná – 461,6 pontos
2º São Paulo – 442,6 pontos
3º Santa Catarina – 430,6 pontos

Leitura
1º Paraná – 458,0 pontos
2º São Paulo – 433,7 pontos
3º Santa Catarina – 431,7 pontos

Matemática
1º Paraná – 423,1 pontos
2º São Paulo – 403,8 pontos
3º Minas Gerais – 395,7 pontos

Resolução de problemas com ferramentas computacionais
1º Paraná – 467,4 pontos
2º São Paulo – 446,0 pontos
3º Distrito Federal – 436,0 pontos

PARANÁ E A AMÉRICA LATINA — Na comparação com os melhores resultados obtidos pelos países latino-americanos participantes da avaliação, o Paraná registrou desempenho superior nas três áreas divulgadas internacionalmente.

Matemática: 423,1 pontos (Paraná); 405,0 pontos (Uruguai, melhor resultado entre os países latino-americanos); diferença de 18,1 pontos.

Leitura: 458,0 pontos (Paraná); 436,0 pontos (Chile, melhor resultado entre os países latino-americanos); diferença de 22 pontos.

Ciências: 461,6 pontos (Paraná); 445,0 pontos (Uruguai, melhor resultado entre os países latino-americanos); diferença de 16,6 pontos.

Resolução Computacional de Problemas: 467 pontos (Paraná); 466 pontos (Chile, melhor resultado entre os países latino-americanos); diferença de 1 ponto.

PARTICIPAÇÃO — Coordenado pela OCDE e realizado desde 2000, normalmente em ciclos de três anos, o Pisa permite acompanhar conhecimentos, competências e condições de aprendizagem em diferentes sistemas educacionais. A edição de 2025 corresponde ao nono ciclo.

Mais de 760 mil estudantes de 15 anos, de 91 países e economias, participaram desta edição. A amostra representa aproximadamente 33 milhões de jovens dessa idade. Segundo a OCDE, foi a maior edição do Pisa já realizada.

No Brasil, a amostra do Pisa 2025 foi formada por 36.319 estudantes de 1.064 escolas, distribuídas pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. O detalhamento por dependência administrativa e o número final de participantes válidos serão informados pelo Inep no relatório nacional da avaliação.

No Paraná, cerca de 1,1 mil estudantes de 30 colégios estaduais participaram do Pisa 2025. A seleção segue procedimentos estatísticos e padrões internacionais da avaliação, sob coordenação do Inep no Brasil e controle de qualidade da OCDE. A amostra é formada em duas etapas, primeiro com a seleção das escolas e depois com a escolha dos estudantes elegíveis. A relação das escolas selecionadas é encaminhada aos estados pelo Inep poucos dias antes da aplicação da avaliação.

Além das provas, o Pisa aplica questionários a estudantes e diretores. As respostas ajudam a analisar aspectos como ambiente escolar, apoio de professores e familiares, recursos disponíveis, atitudes diante da aprendizagem e práticas de organização das escolas.

APRENDIZAGEM DIGITAL — Uma das novidades do Pisa 2025 foi a introdução do domínio Aprendizagem no Mundo Digital. Segundo a OCDE, o foco no desenvolvimento da autonomia para aprender está alinhado às exigências da educação neste século, especialmente em ambientes digitais e diante de situações desconhecidas.

O novo domínio abrange duas competências. A primeira, denominada Problemas Computacionais, avalia a capacidade de utilizar ferramentas digitais para explorar sistemas, representar ideias e resolver problemas com lógica computacional. Esses resultados serão divulgados em setembro de 2026. A segunda competência é a Aprendizagem Autorregulada, que observa como o estudante monitora e controla processos cognitivos e metacognitivos, além de aspectos comportamentais, motivacionais e afetivos durante a aprendizagem. As análises referentes a essa competência serão apresentadas em 2027.

O Pisa 2025 também reúne dados inéditos sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial em atividades escolares. Os questionários permitem examinar a frequência de uso, diferenças associadas ao nível socioeconômico e relações com desempenho, curiosidade, perseverança e aprendizagem autônoma. Na edição de 2029, a OCDE introduzirá o domínio Alfabetização Midiática e em Inteligência Artificial, identificado pela sigla MAIL, em inglês.

RESULTADOS DO PISA 2025
Matemática: 423,1 pontos (Paraná); 376,8 pontos (Brasil); diferença de 46,3 pontos.

Leitura: 458,0 pontos (Paraná); 408,0 pontos (Brasil); diferença de 50 pontos.

Ciências: 461,6 pontos (Paraná); 408,5 pontos (Brasil); diferença de 53,1 pontos.

Resolução de problemas com ferramentas computacionais: 467,4 pontos (Paraná); 405,5 pontos (Brasil); diferença de 61,9 pontos.

O QUE É A OCDE — A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é uma organização internacional que produz estudos, indicadores e análises para subsidiar políticas públicas em áreas como educação, economia, emprego, inovação e meio ambiente.

Na educação, a entidade coordena o Pisa e outros estudos internacionais que permitem acompanhar resultados ao longo do tempo, identificar avanços e desafios e comparar diferentes sistemas educacionais. A OCDE destaca que as séries históricas da avaliação ajudam a identificar progressos, novos desafios e tendências que podem subsidiar políticas e práticas educacionais.

Assessoria de Imprensa
Foto – Reprodução

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