Policial

Advogado matou médica por não aceitar o fim do casamento

O advogado, que atuava como procurador jurídico da Prefeitura de Marialva, matou a ex-mulher na frente do filho de oito meses

João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, fugiu para a casa de um familiar em Mandaguari, onde foi preso horas depois. Ele estava com ferimentos no pescoço e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde continuava até esta segunda-feira sob escolta policial. Autuado em flagrante pela Polícia Civil, o criminoso teve a prisão preventiva decretada no domingo a pedido do Ministério Público.

O promotor que pediu e obteve da justiça a prisão preventiva relatou: “A gravidade concreta do crime perpetrado por João Vitor Domingues Romeiro transborda os limites da barbárie ordinária. De acordo com o apurado restou preliminarmente identificado que o autuado, por não aceitar o término do relacionamento com sua ex-companheira, invadiu o apartamento desta e a executou covardemente. Mais do que o ato em si, a frieza e a crueldade demonstradas na execução do crime chocam e justificam a prisão preventiva”.

O feminicídio ocorreu na noite de sábado no apartamento da médica Gassi Mazia, de 37 anos, localizado na Avenida Itororó, Zona 2, em Maringá. O advogado estava separado e morando com a mãe em Mandaguari. Saiu na noite de sábado dizendo que iria a Maringá ver o filho, de 8 meses. Após ligeira discussão ele desferiu cerca de 10 facadas na ex-esposa. O filho do casal estava no sofá, perto da cena do crime, que foi descoberto por vizinhos, intrigados com o choro incessante da criança.

Depois de cometer o feminicídio, o advogado voltou para Mandaguari e buscou abrigo na casa de uma tia. Quando a polícia chegou para prendê-lo ele estava dentro do carro e apresentava ferimentos no pescoço. A dedução de experientes policiais foi de que João Vitor teria se ferido com a mesma arma, pensando provavelmente em alegar legítima defesa.

Conforme o boletim de ocorrência, havia três facas ao lado o corpo.  O delegado Adriano Garcia, da Delegacia de Homicídios de Maringá, informou que o corpo da vítima mostrava cerca de 10 perfurações de faca.

Da Redação
Foto – Reprodução

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