A pressa é inimiga de Deus

Sabemos que há quem não acredite e quem entenda que não é possível comprovar a existência de Deus, então refletamos sobre a pressa:
‘Quando a pressa virou sinônimo de importância? Pergunta-nos Simão Pedro de Lima, no seguinte texto, publicado em uma rede social, dizendo: Tenho pensado em como estar sempre sem tempo parece ter se transformado numa espécie de demonstração de importância. Corremos para trabalhar, resolver, responder, chegar e, quando concluímos alguma coisa, já estamos pensando na próxima. Talvez a pressa tenha deixado de ser apenas consequência da vida que levamos e tenha se tornado a própria maneira de vivê-la.
Não é a quantidade de responsabilidades que me inquieta. A vida sempre exigiu trabalho e compromissos. O que chama a atenção é termos começado a medir a importância dos nossos dias pela quantidade de coisas que conseguimos colocar dentro deles. Agenda cheia pode significar uma vida produtiva, mas não necessariamente uma vida plena. Podemos resolver dezenas de assuntos e terminar o dia com a estranha sensação de que fizemos muito, mas vivemos pouco.
Talvez isso aconteça porque estamos sempre antecipando o momento seguinte. Sentamos à mesa olhando o telefone, encontramos alguém pensando no próximo compromisso, ouvimos sem verdadeiramente escutar. E há uma contradição curiosa nisso: passamos boa parte da vida procurando maneiras de ganhar tempo, mas, quando conseguimos algum, tratamos imediatamente de preenchê-lo. Parece que desaprendemos a conviver com um minuto que não tenha uma finalidade.
Não se trata de fazer menos ou abandonar responsabilidades. Talvez se trate apenas de estar mais inteiro naquilo que fazemos. Afinal, administrar bem o tempo não deveria significar apenas conseguir colocar mais coisas dentro dele. Fica a pergunta: estamos vivendo melhor o tempo que temos ou apenas ficando cada vez mais eficientes em ocupá-lo?’
E prossigo eu ( Akino), reproduzindo outro texto, de um amigo, Angelo Zussa, que acredita na presença de Deus, na natureza e postou o seguinte:’ Sim… etcetera! Ponto final. Eita, Mundo de Deus… que encanto é a natureza! Há momentos em que a gente simplesmente precisa parar, olhar ao redor e deixar o silêncio falar. O vento que balança as folhas, o canto dos pássaros, o nascer do sol, a chuva que chega sem pedir licença… tudo parece carregar uma mensagem que a nossa pressa não nos permite escutar.
A natureza não grita para ser admirada. Ela simplesmente existe e na simplicidade de existir, revela uma das maiores lições da filosofia: a beleza da vida está, muitas vezes, naquilo que não podemos possuir, apenas contemplar. Eita, Mundo de Deus…Quantas maravilhas diante dos nossos olhos e quantas vezes passamos por elas distraídos, preocupados com aquilo que ainda não temos, esquecendo de agradecer pelo que já está diante de nós.
Talvez viver seja justamente aprender a enxergar novamente aquilo que, de tão presente, deixamos de perceber. Uma árvore não pergunta se será admirada. Uma flor não exige aplausos para florescer. O rio não interrompe seu caminho porque alguém não acredita em seu destino. E nós, seres humanos, tantas vezes complicamos aquilo que a natureza ensina com tanta simplicidade: viver, transformar-se, seguir e florescer.
Que saibamos, portanto, contemplar mais. Agradecer mais. Sentir mais. Porque quando o coração aprende a olhar com encantamento, até uma simples folha dançando ao vento pode se transformar em poesia. Eita, Mundo de Deus… és realmente um encanto! E talvez o maior milagre não seja a existência de tantas maravilhas, mas o privilégio de estarmos aqui, neste breve instante da eternidade, com olhos para contemplá-las e uma alma capaz de se emocionar. Viver também é isso: perceber o extraordinário escondido na simplicidade de cada dia’.
E para concluir, volto ao título para explicá-lo, com base em um vídeo que assisti recentemente, com a frase: ‘A pressa é inimiga da perfeição’, onde se questionava: O que a perfeição? Só Deus. Então…
Akino Maringá, colaborador
Foto – Reprodução



