Maringá abre concurso para escolha de projeto de novo museu
A nova sede do Museu da Cidade será instalada no antigo terminal de passageiros do Aeroporto Gastão Vidigal, no Centro Cívico

Maringá ganhará uma nova sede para o Museu da Cidade, que atualmente funciona no Teatro Calil Haddad. A Secretaria de Cultura e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Ipplam) realizarão um concurso nacional para selecionar o projeto arquitetônico que vai transformar o antigo terminal de passageiros do Aeroporto Gastão Vidigal, no Centro Cívico, em um novo equipamento público dedicado à preservação da memória, da cultura e da história do município.
As inscrições serão gratuitas e poderão ser realizadas entre 21 de setembro e 11 de novembro, até as 23h59. O endereço do site oficial do concurso, onde serão feitas as inscrições, ainda será divulgado pela Prefeitura.
O investimento total previsto é de R$ 1.025.986,33, valor que inclui a premiação dos projetos e a contratação da proposta vencedora. Os três primeiros colocados receberão, ao todo, R$ 120 mil. O primeiro lugar será premiado com R$ 60 mil, o segundo com R$ 40 mil e o terceiro com R$ 20 mil.
Além da premiação, o vencedor será contratado para desenvolver o projeto completo. Para essa etapa, estão previstos R$ 905.986,33, com prazo de execução de 240 dias corridos, contados a partir da assinatura da ordem de serviço.
O concurso escolherá a melhor proposta, em nível de estudo preliminar de Arquitetura e Urbanismo, para a reforma, ampliação e requalificação do antigo terminal e dos espaços livres do entorno.
A área total de intervenção possui 16,5 mil metros quadrados. Atualmente, o prédio do antigo terminal tem aproximadamente 1,5 mil metros quadrados. Com a ampliação prevista, a área coberta poderá chegar a cerca de 4,8 mil metros quadrados.
O projeto também deverá contemplar aproximadamente 10,4 mil metros quadrados de praça e espaços livres, criando uma nova área pública integrada ao Centro Cívico.
Entre as diretrizes estabelecidas estão a melhoria das conexões para pedestres, ciclistas, usuários do transporte coletivo e veículos, além da preservação das características arquitetônicas e da memória do antigo terminal.
A proposta deverá ainda garantir acessibilidade universal, qualificar os ambientes destinados às exposições e à reserva técnica e incorporar soluções ambientalmente responsáveis, com preocupação com os custos de manutenção ao longo da vida útil do edifício.
MUSEU
A futura sede será estruturada em três grandes eixos: Ala Histórica, Ala Artística e Ala Cidade. A Ala Histórica será dedicada a documentos e objetos do Museu de História e Arte Hélenton Borba Cortes, com o objetivo de preservar e apresentar ao público diferentes momentos da trajetória de Maringá.
Já a Ala Artística terá como foco as artes visuais, reunindo obras que fazem parte do acervo atual e produções de diferentes origens. O terceiro espaço, a Ala Cidade, terá uma proposta mais interativa. A área abordará a evolução urbana de Maringá, os desafios enfrentados atualmente e as perspectivas para o futuro. Entre os temas previstos estão mobilidade, sustentabilidade, mudanças climáticas, uso do solo e qualidade de vida.
A ideia é que o museu não seja apenas um espaço de preservação histórica, mas também um ambiente de reflexão sobre o desenvolvimento e os caminhos futuros do município.
A nova sede deverá receber o acervo do Museu de História e Arte Hélenton Borba Cortes, criado em 1964 e atualmente instalado no Teatro Calil Haddad. Hoje, o museu ocupa diferentes áreas do teatro. No piso térreo são realizadas exposições artísticas, enquanto o andar superior concentra exposições históricas e obras do Museu de Arte Contemporânea do Paraná – Satélite Maringá.
O complexo também abriga o Fundo Arquivístico Eleitoral Antônio Tortato, a Galeria dos ex-prefeitos de Maringá e o Escritório-Museu Bento Munhoz da Rocha Neto.
Além desses espaços, o Teatro Calil Haddad possui áreas destinadas ao acervo do Museu da Imagem e do Som e à hemeroteca, responsável pela preservação de jornais. O prédio também concentra a Gerência de Patrimônio e a reserva técnica, onde é armazenado e conservado o acervo.
Segundo o diagnóstico municipal, a estrutura atual apresenta limitações relacionadas à conservação e exposição das peças, armazenamento do acervo, logística, acessibilidade e realização de atividades educativas.
As propostas serão avaliadas por uma comissão formada por cinco integrantes. O grupo contará com três profissionais de reconhecida atuação nacional nas áreas de Arquitetura e Urbanismo: Alexandre Ruiz da Rosa, Guilherme Teixeira Wisnik e Marina Mange Grinover.
Também integram a comissão o secretário de Urbanismo e Habitação, Matheus Magalhães Barros, e o arquiteto e urbanista do Ipplam Gabriel Deller de Aguiar.
Podem participar pessoas jurídicas com sede no Brasil, desde que a equipe seja liderada por arquiteto e urbanista habilitado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Cada empresa poderá apresentar somente uma proposta, e um mesmo profissional não poderá participar de mais de uma equipe.
Para a diretora-presidente do Ipplam, Tânia Verri, o concurso representa uma oportunidade de ressignificar uma área que integra a história de Maringá. “Queremos um projeto que respeite a memória do antigo terminal e, ao mesmo tempo, estabeleça uma relação contemporânea com Maringá. O Museu da Cidade deverá ser um espaço vivo, acessível e conectado ao Centro Cívico, capaz de aproximar as pessoas da história e da identidade do município”.
O secretário de Cultura, Tiago Valenciano, destaca que a intenção é ampliar a função do equipamento para além da preservação do patrimônio. “O espaço deverá reunir memória, produção cultural contemporânea, educação museal, pesquisa e reflexão sobre o desenvolvimento de Maringá. A concepção também prevê um ambiente público inclusivo, aberto e integrado à dinâmica urbana do Centro Cívico.”
Da Redação
Foto – Reprodução



