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Apartamentos e imóveis de três quartos lideram procura no mercado imobiliário de Maringá

Os apartamentos correspondem a 60% das buscas por imóveis em Maringá

O mercado imobiliário de Maringá apresenta um perfil de demanda que supera as médias do Paraná e do Brasil em diferentes aspectos. É o que aponta um estudo realizado pelo Mora Maringá a partir da análise de 94.915 buscas por imóveis na Cidade entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026. O levantamento revela preferência por apartamentos, maior procura por imóveis de três dormitórios e um tíquete mediano de compra superior ao registrado no Estado e no país.

Os apartamentos correspondem a 60% das buscas por imóveis em Maringá, enquanto a média nacional é de 55%. Já os imóveis comerciais representam apenas 4% da procura. Em relação ao valor, o imóvel que o consumidor maringaense busca comprar tem preço mediano de R$ 460 mil, acima dos R$ 400 mil registrados no Paraná e dos R$ 440 mil no Brasil.

A distribuição das buscas também mostra uma parcela significativa de consumidores interessados em imóveis de maior valor. Metade da procura por compra está concentrada em propriedades com preços entre R$ 280 mil e R$ 820 mil, enquanto 22% das buscas são por imóveis acima de R$ 820 mil.

A localização aparece como outro fator relevante no comportamento do consumidor. A Zona 07 concentra 21% de toda a procura por imóveis em Maringá, enquanto os dez bairros mais buscados representam, juntos, 44% das pesquisas. Apesar da concentração da demanda na Zona 07, os imóveis de maior tíquete estão presentes em outras regiões da Cidade. Nas Zonas 01, 08 e 03, a mediana dos imóveis à venda se aproxima de R$ 1 milhão.

O perfil dos imóveis procurados também apresenta uma diferença em relação ao cenário nacional. Os imóveis de três dormitórios aparecem em 40% das buscas realizadas em Maringá, 10 pontos percentuais acima da média brasileira. O dado indica uma demanda relevante por propriedades com maior número de quartos, característica que pode estar relacionada tanto ao perfil das famílias quanto às necessidades de espaço dos compradores.

CENSO

Dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram desigualdade no acesso à infraestrutura básica entre pessoas com e sem deficiência.

Segundo o levantamento, 59,8% das pessoas com deficiência vivem em moradias com acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou fossa. Entre as pessoas sem deficiência, o índice chega a 63,1%.

A diferença também aparece no abastecimento de água e na coleta de lixo. O acesso à água por rede ou distribuição atende 82% dos lares com pessoas com deficiência, contra 83,1% entre os demais. Já a coleta de resíduos alcança 90,1% e 91,1%, respectivamente.

Considerando os três serviços de saneamento básico, o atendimento chega a 56,6% das moradias onde vivem pessoas com deficiência, ante 60,2% daquelas onde residem apenas pessoas sem deficiência.

O Censo também aponta que 2,4% dos lares com pessoas com deficiência não possuem banheiro exclusivo e 1,4% têm paredes externas predominantemente feitas de material não durável. Entre os domicílios sem moradores com deficiência, os índices são de 2,2% e 1,2%.

Da Redação
Foto – Reprodução

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