Prefeitura solicita à Justiça retirada da pista emborrachada do Parque do Ingá
Desde 2022, partes da pista emborrachada do Parque do Ingá apresentam problemas

A Prefeitura de Maringá, por meio da Procuradoria-Geral do Município, solicitou à 1ª Vara da Fazenda Pública da comarca da região metropolitana autorização para retirar o que restou da pista emborrachada do entorno do Parque do Ingá. O pedido depende de autorização judicial porque o trecho ainda existente é considerado prova em uma ação civil pública conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).
A ação pede o ressarcimento aos cofres públicos em razão de problemas estruturais atribuídos à pista, que teve diferentes trechos danificados e levados por enxurradas desde a inauguração.
Segundo o município, uma perícia técnica foi realizada na pista em 19 de junho deste ano. Durante o procedimento, foram feitos levantamento fotográfico, medições e observações de campo, considerados suficientes pela Prefeitura para a produção das provas necessárias à instrução do processo.
Com base nisso, o município pretende retirar o piso que ainda permanece no local. A Prefeitura afirma que o material apresenta irregularidades que têm sido alvo de reclamações de pessoas que utilizam o espaço para caminhadas e corridas e que também podem representar risco à segurança dos usuários.
HISTÓRICO
A pista emborrachada do Parque do Ingá foi entregue em 2021. Poucos meses depois, em fevereiro de 2022, parte do piso foi levada pela força da enxurrada.
Em 2023, outro trecho sofreu danos provocados por uma chuva forte. Já no início de setembro deste ano, uma nova parte da pista se desprendeu após um episódio de chuva intensa. Segundo a Prefeitura, o problema voltou a ocorrer no último fim de semana.
Diante da sequência de danos, o município argumenta que a retirada do material restante é necessária para evitar novos problemas e permitir a realização das intervenções de manutenção.
O procurador-geral do município, Douglas Galvão, afirma que a Prefeitura não pretende aguardar o fim da ação judicial para realizar os reparos, devido ao risco de deterioração do trecho que ainda permanece instalado. “Não há prazo para a sentença da Justiça e, por isso, esperar a conclusão do processo significa maior risco de deterioração do que restou da parte emborrachada e mais transtorno para quem utiliza o espaço para atividades físicas”.
De acordo com Galvão, o município é responsável pela conservação e manutenção da pista no entorno do Parque do Ingá. “Esperamos breve autorização da Justiça para realizar as intervenções, que são indispensáveis para a população que utiliza o entorno do parque para atividades esportivas e passeios”.
A retirada do piso, entretanto, depende da decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública, já que o material remanescente integra a prova da ação civil pública em andamento.
Alexia Alves
Foto – Reprodução



