
O sucesso não é apenas uma questão de inteligência. Não é apenas criatividade. Não é apenas motivação individual. O sucesso depende da capacidade de se conectar com as pessoas. Depende da colaboração. Depende de como o indivíduo se beneficia das relações sociais. Essa afirmação não é minha; é do pesquisador e escritor Shawn Achor.
Durante muito tempo, o modelo de sucesso foi baseado no esforço solitário. A pessoa estuda horas a fio. Acumula diplomas. Desenvolve capacidade técnica. O foco é ser o mais inteligente da sala, o mais produtivo, o indivíduo com as melhores ideias.
Entretanto, o ambiente corporativo e a vida em sociedade são sistemas de dependência mútua. Ninguém entrega um projeto complexo sozinho. O trabalho de um profissional é o ponto de partida do trabalho de outro. Se a pessoa é brilhante tecnicamente, mas não sabe conversar, o processo trava. Se o indivíduo é muito criativo, mas é arrogante, a equipe não colabora. A execução falha.
O mercado contrata pelo currículo. O mercado demite pelo comportamento. Provavelmente, você já ouviu essa ideia sendo repetida. E ela não é apenas um clichê do meio corporativo; é um fato.
A dificuldade de relacionamento anula o valor da inteligência. Um profissional tecnicamente mediano, que sabe ouvir e articular soluções em grupo, entrega mais resultado. Uma pessoa com QI altíssimo que cria atrito constante gera passivo. Gera retrabalho. Cria um ambiente de tensão.
Conectar-se com as pessoas, mesmo quando falta amizade, não significa ser falso. Também não é busca por favores e nem é bajulação. A conexão social, na perspectiva da psicologia, é a capacidade de empatia prática. É a habilidade de entender o problema do outro e facilitar a solução. É ter clareza na comunicação.
A falta de habilidade social tem um custo financeiro e para a vida. O desgaste nas relações diárias é a principal causa de esgotamento profissional. A exaustão não vem apenas do excesso de tarefas. A exaustão vem do atrito, da necessidade de lidar com a falta de educação, da ausência de boa comunicação. Quando as relações são ruins, o ambiente de trabalho se torna uma fonte contínua de tensão. A capacidade de foco desaparece.
Por outro lado, conexões que funcionam servem como um escudo contra o estresse. O apoio social é o maior previsor de resiliência. Profissionais que mantêm boas relações no trabalho resolvem crises de forma mais rápida. Eles encontram ajuda imediata quando enfrentam um problema complexo. A colaboração elimina a sobrecarga individual.
A tecnologia mudou as regras do jogo. A inteligência artificial assumiu a execução de tarefas repetitivas. Softwares processam dados em segundos. O diferencial do trabalhador na atualidade não está na capacidade de armazenar informação. O diferencial está na habilidade humana, na capacidade de negociar, de mediar conflitos, na habilidade de liderar processos que envolvem perfis diferentes.
Um diploma atesta a instrução. O relacionamento atesta a maturidade.
O crescimento exige interação. Exige paciência para lidar com o ritmo de outras pessoas. Exige a lucidez de entender que uma ideia simples, executada por uma equipe alinhada, tem mais força do que uma ideia excelente que ninguém quer apoiar.
A competência individual resolve problemas pontuais. A colaboração resolve a operação inteira.
Pegou a ideia?
O sucesso solitário não passa de uma ilusão. Todo resultado consistente é um produto coletivo.–
Ronaldo Nezo
Comunicador Social
Especialista em Psicopedagogia
Mestre em Letras | Doutor em Educação
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