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Maringá registra queda de 81,6% nos casos de dengue em 2026

Município registrou 175 casos de dengue desde o início de 2026, segundo dados da Secretaria de Saúde. Nos últimos três meses, foram confirmadas 31 ocorrências da doença. O número representa uma redução de 81,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o município contabilizou 4.134 casos.

Na comparação com 2024, a queda é ainda mais expressiva: 99,2%. Naquele ano, a Saúde havia registrado 22.531 casos de dengue no mesmo período.

Os números mais baixos são atribuídos pela administração pública ao conjunto de medidas de prevenção e controle adotadas desde 2025, incluindo a instalação de ovitrampas, Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) e a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI).

Os boletins epidemiológicos mais recentes mostram que Maringá vem registrando, no máximo, 10 novos casos por semana. Nas últimas 13 semanas, seis não tiveram nenhuma confirmação da doença. Em outras quatro semanas do período, também não consecutivas, foram registrados apenas dois casos em cada uma delas.

Segundo a Secretaria de Saúde, o resultado é consequência de diferentes estratégias de monitoramento e combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Entre as ações está a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), realizada em locais de grande circulação de pessoas, como unidades de saúde, escolas municipais e cemitérios.

A técnica consiste na aplicação de inseticida em superfícies porosas, como paredes e rodapés. O produto permanece ativo por até seis meses, formando uma barreira que dificulta o pouso e a desova do mosquito.

ESTRATÉGIAS

Outra estratégia adotada pelo município foi a instalação de 2.383 Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) em diferentes regiões da Cidade. As armadilhas atraem as fêmeas do Aedes aegypti. Ao entrarem em contato com o produto, os mosquitos podem levá-lo para outros criadouros, contribuindo para a eliminação das larvas.

A Prefeitura também mantém vistorias quinzenais em pontos considerados estratégicos e utiliza cerca de 1,2 mil ovitrampas para monitorar a presença do mosquito em Maringá e nos distritos. As ações incluem ainda fiscalização com drones, atividades de promoção da saúde nas escolas e capacitação de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate a Endemias (ACEs).

Para o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, a redução dos casos demonstra os resultados das estratégias adotadas pelo município, mas a participação da população continua sendo fundamental. “Podemos reduzir ainda mais os números, mas para isso também precisamos do empenho dos moradores para que evitem o acúmulo de água”, afirmou.

Nardi ressaltou que muitos dos focos do mosquito ainda são encontrados dentro das próprias residências, principalmente em vasos de plantas, recipientes deixados nos quintais e calhas entupidas. “A maioria dos focos ainda é encontrada dentro das casas nos vasos de plantas, em copinhos jogados no quintal, nas calhas entupidas. As pessoas precisam tirar 10 minutos da rotina, toda semana, para fazer essa checagem”.

Moradores que identificarem possíveis focos do mosquito podem fazer denúncias à Ouvidoria do município pelo telefone 156 ou à Ouvidoria da Saúde, pelo 160.

Também é possível registrar a ocorrência pela Ouvidoria da Prefeitura de Maringá. A orientação é que a população mantenha a vigilância mesmo diante da redução dos casos, eliminando recipientes que possam acumular água e realizando verificações periódicas nos imóveis.

Da Redação
Foto – Reprodução

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