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Município poderá ter capacidade de 1.200 remoções de árvores por mês

Município tem mais de 400 árvores classificadas como urgente

Maringaenses aguardam há anos pelo atendimento de pedidos de poda ou retirada de árvores. Atualmente, mais de 6,5 mil solicitações estão pendentes no município, sendo aproximadamente 420 classificadas como urgentes. No Jardim Alvorada, há casos de protocolos para corte de árvores que aguardam atendimento há cerca de sete anos.

O número elevado de pedidos contrasta com a estrutura disponível para a realização dos serviços. Maringá possui mais de 150 mil árvores, segundo a Prefeitura, mas conta atualmente com equipes limitadas para atender às demandas de poda e remoção.

Em entrevista à RIC TV, o secretário de Infraestrutura, Vagner Mussio, explicou que a falta de equipes e a logística necessária para os serviços dificultam a redução da fila.

Segundo Mussio, desde janeiro de 2025, o município passou a adotar uma estratégia para otimizar o trabalho. As equipes percorrem as avenidas e outras regiões da cidade para identificar árvores que já possuem parecer favorável para remoção e realizar os serviços de forma concentrada.

A expectativa da Prefeitura é ampliar a estrutura nos próximos meses. O município deve convocar novos engenheiros florestais, o que, segundo o secretário, permitirá praticamente dobrar a capacidade de análise das árvores que aguardam avaliação.

Atualmente, Maringá conta com três engenheiros florestais. A administração também informou que uma licitação para contratação de uma empresa responsável pelos serviços de poda está em fase final. A expectativa é de que a contratação aumente a capacidade de atendimento e ajude a acelerar a redução da fila.

Com a ampliação da estrutura, a previsão é chegar a 10 equipes, com capacidade para realizar a remoção de aproximadamente 1,2 mil árvores por mês.

A demora no atendimento preocupa principalmente moradores que convivem com árvores consideradas de risco ou que apresentam problemas que podem afetar imóveis e a circulação de pessoas. No Jardim Alvorada, alguns protocolos de retirada se arrastam por anos, segundo relatos de moradores.

Além dos serviços relacionados às árvores, a Prefeitura também mantém uma programação para limpeza e roçada de terrenos. Nesses casos, a prioridade é dada a áreas localizadas próximas a residências, escolas e postos de saúde, devido ao impacto direto sobre a segurança e a saúde da população. (Alexia Alves)

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