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Comissão do Mau Cheiro dá prazo para empresas realizarem adequações

As empresas terão entre 30 e 60 dias para regularizar as situações identificadas

A Comissão do Mau Cheiro da Câmara de Maringá se reuniu ontem, 2, com representantes do Instituto Água e Terra (IAT) e do Instituto Ambiental de Maringá (IAM) para discutir as ações de fiscalização e as medidas adotadas para combater o problema do mau cheiro na Cidade. Segundo a comissão, empresas já foram vistoriadas e algumas irregularidades foram identificadas durante as fiscalizações.

Após a reunião anterior da comissão, equipes do IAT e do IAM realizaram visitas técnicas a empresas apontadas como possíveis responsáveis pelos odores. Nos locais onde foram constatadas irregularidades, foram estabelecidos prazos para que sejam feitas as adequações necessárias. As empresas terão entre 30 e 60 dias para regularizar as situações identificadas.

O presidente da Comissão do Mau Cheiro, Diogo Altamir, destacou a importância do trabalho conjunto para identificar as fontes dos odores e buscar soluções. “Essa comissão é muito importante para medirmos esse mau cheiro. Depois da última reunião que tivemos, o IAM e o IAT fizeram as visitas com as empresas, encontraram algumas irregularidades e colocaram um prazo de 30 a 60 dias para serem cumpridas algumas adequações”, afirmou.

A comissão deverá continuar acompanhando o cumprimento das medidas determinadas pelos órgãos ambientais. A expectativa é que as adequações realizadas pelas empresas contribuam para reduzir a ocorrência de odores e melhorar a qualidade de vida da população.

O trabalho também busca identificar eventuais novas fontes do problema e fortalecer a fiscalização ambiental no município.

LEVANTAMENTO

Na reunião anterior, a comissão apresentou um levantamento baseado nos protocolos registrados pela população por meio da Ouvidoria Municipal, no canal 156. Segundo os vereadores, mais de 1,4 mil reclamações sobre mau cheiro foram registradas nos últimos quatro anos.

O levantamento identificou ainda um padrão na origem das denúncias. Aproximadamente 97% dos protocolos estão concentrados nas regiões Norte e Noroeste de Maringá, indicando as áreas onde os esforços de investigação devem ser intensificados.

Outro tema discutido foi a integração entre o IAT e o Instituto Ambiental de Maringá. Como boa parte das reclamações chega ao poder público por meio da Ouvidoria Municipal, a atuação conjunta dos dois órgãos é considerada importante para agilizar as investigações.

Conforme informado durante a reunião, existe um termo de cooperação entre o IAT e o IAM que permite a realização de ações conjuntas de fiscalização e o compartilhamento de informações. A comissão pretende continuar acompanhando os trabalhos e reunindo dados para contribuir com a identificação das causas do mau cheiro e a adoção de medidas para reduzir o problema em Maringá.

Alexia Alves
Foto – Reprodução

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