
A Operação Aurora, comandada pelo Ministério Público, resgatou nesta quarta-feira as mulheres que viviam em cárcere privado na Clínica Médica Vida Nova, em Terra Roxa, Oeste do Paraná. O dono do estabelecimento e o pai dele foram presos, porém a clínica não foi fechada porque não havia lugar adequado para a transferência dos internos. Porém, foi decretada intervenção na Clínica, que passou a funcionar sob a direção de interventores.
As condições em que viviam as internas eram degradantes, segundo constatou a polícia. As 72 mulheres resgatadas disseram que eram sedadas para perder a consciência sempre que havia ameaça de fiscalização na clínica. Todas elas recebiam castigos físicos e faziam trabalhos forçados, além de não receberem visitas de familiares.
O centro terapêutico atuava com internação de dependentes químicos e era exclusivo para mulheres. Segundo o Ministério Público, entre as internas haviam pessoas com deficiência física. Segundo a promotora Gabriela Hanna Pereira, há indícios de que algumas mulheres foram internadas na casa de recuperação sem autorização legal. “Há relatos de que vítimas foram capturadas por pessoas não identificadas e entregues à clínica sem nenhuma ordem judicial ou solicitação médica anterior”, afirmou.
O Ministério Público apurou que havia uso forçado de medicamentos sedativos, apelidados pela diretoria da clínica de “danone”. Os policiais cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em cinco endereços – na sede da clínica, nas casas dos investigados e em uma propriedade rural dos donos da Clínica.
Da Redação
Foto – MP-PR



