Início Colunistas A vida recompensa o movimento: por que deixar de aprender custa caro

A vida recompensa o movimento: por que deixar de aprender custa caro

Tenho uma pergunta incômoda para te fazer: você está satisfeito com quanto você ganha hoje? Se a resposta for “não”, a segunda pergunta é: o que você fez de diferente nos últimos 6 meses para mudar isso? 

Muita gente reclama que a vida está difícil, que o salário não sobra, que a carreira travou, que o chefe não valoriza. Ou, quando é empresário, reclama que a empresa não cresce, que os lucros não são suficientes… Mas existe uma regra cruel no mercado: se você continua fazendo exatamente as mesmas coisas que fazia há 5 anos, nada justifica que ganhe mais. Se você não mudou, ficou para trás.

Esses dias, ouvi uma entrevista da Gisele Bündchen que chamou a minha atenção. Muita gente acha que a Gisele é só sorte e beleza. O que muita gente não sabe é que Gisele soube construir uma carreira como modelo que a tornou a mais bem paga do planeta, e também uma empresária de grande sucesso. Ou seja, ela é, acima de tudo, uma estrategista disciplinada. 

E, nessa entrevista, ela disse algo poderoso sobre rendimentos e carreira. A ideia é bem simples: quem segue ganhando o mesmo que vem ganhando há bastante tempo, precisa ter a ousadia de tentar fazer algo diferente. 

Dias atrás, eu reparava o trabalho de um empresário que conheço há cerca de quatro anos. O negócio dele vinha crescendo. A cada mês, fazia algo diferente. E era nítido o aumento do número de clientes. Porém, no último ano, não fez nada novo. Não tentou nenhuma estratégia diferente de marketing, não aperfeiçoou a relação com os clientes e, com isso, estagnou. 

Ou seja, o que estou falando aqui não se aplica apenas a empregados, a profissionais liberais… Falo inclusive com empresários. 

Se a sua vida financeira travou – e você não está feliz com isso -, não adianta só reclamar; não adianta culpar o governo ou alegar alguma crise. É preciso tentar algo diferente, arriscar um movimento novo. 

Sei que toda mudança nos desafia. E traz riscos. Para quem tem contas para pagar, às vezes, a avaliação é que é melhor o pouco garantido do que arriscar e perder tudo. Entendo esse medo. Mas preciso te dizer duas coisas:

Primeiro: Risco é diferente de Imprudência. Imprudência é largar o emprego amanhã sem plano nenhum para virar cantor de rock. Isso é loucura. Risco calculado é outra coisa. É olhar para o mercado e dizer: “Preciso aprender algo novo”. 

Hoje, tentar algo diferente não precisa ser um salto no escuro. Quem estuda, quem faz um curso, quem lê livros sobre a sua área, não está apostando na sorte. Está buscando formação e potencializando a competência. O conhecimento diminui o risco.

Segundo: A mudança não precisa ser abrupta. Você não precisa pedir demissão para começar a mudar sua vida. Você pode fazer uma transição. Você pode começar uma renda extra no fim de semana, pode estudar uma nova habilidade à noite, depois que as crianças dormirem. OU pode testar um pequeno negócio online sem sair do seu emprego atual.

A desculpa do “eu não sei fazer” não cola mais. Nunca foi tão barato e tão fácil aprender. Hoje, com um celular e acesso à internet, você aprende qualquer coisa: de culinária a programação, de vendas a idiomas. A ignorância, hoje em dia, é uma escolha.

Pegou a ideia?

O maior risco não é tentar e dar errado. O maior risco é chegar daqui a 10 anos, olhar para trás e ver que você continuou exatamente no mesmo lugar, reclamando das mesmas coisas, apenas porque teve medo de aprender algo novo.

Se inspire na disciplina de quem venceu. Ouse aprender. Ouse testar. A vida recompensa o movimento, não a reclamação.


Ronaldo NezoComunicador SocialEspecialista em PsicopedagogiaMestre em Letras | 

Doutor em Educação

Visite meu blog: 
http://pegouaideia.com

Siga-me no instragram: 
http://instagram.com/ronaldonezo

COMPARTILHE: