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Por que a acomodação impede o crescimento e destrói carreiras

Ninguém precisa ser bom em tudo. Porém, se uma pessoa se dispõe a fazer um serviço, é preciso, no mínimo, interessar-se pelo o que está fazendo. E, aos poucos, dominar a área, ter conhecimento dela. Esta é uma atitude profissional.

É fato que vivemos em um mundo que muitas vezes nos cobra uma versatilidade impossível. Somos estimulados a acumular habilidades, a abraçar múltiplas funções, a ser multitarefas, a dar conta de tudo ao mesmo tempo. E essa pressão gera, em muitos, a sensação de que precisamos ser bons em absolutamente tudo o que fazemos – o que é, convenhamos, uma expectativa irreal e desgastante.

Ninguém precisa ser bom em tudo. Não há vergonha em reconhecer limites, em pedir ajuda, em delegar o que não é a nossa praia. A vida é curta demais para passar anos tentando dominar algo pelo qual não temos afinidade apenas para provar algo a alguém.

Mas há uma diferença entre reconhecer os próprios limites e tratar o trabalho com desleixo.

Quando nos dispomos a fazer algo – seja como profissional contratado, seja como alguém que assumiu uma responsabilidade – existe um compromisso mínimo que precisa ser honrado: o de conhecer o que está fazendo. Não se trata de ser o melhor do mundo, mas de ter a honestidade intelectual de estudar, aprender, se preparar. É sobre não tratar o serviço com displicência, como se as tarefas a serem executadas não necessitassem de especialização e dedicação.

A atitude profissional começa aí: no respeito pela tarefa assumida. E esse respeito se traduz em gestos concretos. É estudar o básico antes de começar. É buscar entender os princípios daquilo que você se propôs a fazer. É reconhecer o que ainda não sabe e ter humildade para aprender. É, aos poucos, com estudo, prática e dedicação, caminhar em direção ao domínio da área.

Ninguém começa dominando. Todo especialista um dia foi iniciante. E todo iniciante comete erros, executa as atividades de maneira amadora. Porém, a diferença entre quem se torna referência e quem permanece na mediocridade não é o talento inato, mas a disposição de aprender consistentemente. É a atitude de tratar o que faz com seriedade, mesmo que ainda não seja um expert.

Quando você assume um compromisso profissional, está assumindo também um compromisso com o aprendizado. Não pode se contentar em “se virar”. Não pode tratar o serviço como algo menor, como um favor, como algo que “dá pra levar”. O outro – o cliente, parceiro, paciente, aluno – está confiando em você. Ele merece que você leve a sério a responsabilidade de saber o que está fazendo.

Dominar uma área não acontece da noite para o dia. É um processo. Exige paciência, exige estudo, exige, humildemente, perguntar a quem já sabe. Ou seja, é preciso investimento diário. Mas a atitude profissional está justamente nessa disposição de percorrer esse caminho, de não se acomodar no “mais ou menos”, de buscar, gradualmente, entregar o melhor que pode.

A vida profissional se constrói com dedicação, interesse, disposição em se atualizar, ver o que outras pessoas da área estão fazendo, observar os concorrentes. Não há espaço para acomodação. Acomodação é morte.

Portanto, se você disse que vai fazer, faça com seriedade. Honre o compromisso que assumiu. Trate o trabalho com o respeito que merece. Procure entender o máximo que puder a respeito de sua área e certamente você vai entregar um serviço/produto que deixará satisfeitas as pessoas que dependem do seu trabalho.

Essa é a marca de quem leva a sério o que faz. E essa marca, mais cedo ou mais tarde, é reconhecida.


Ronaldo Nezo
Comunicador Social
Especialista em Psicopedagogia
Mestre em Letras |  Doutor em Educação

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