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Homem simula atropelamento e mata namorada

Cleonice teria sido assassinada pelo homem que disse tê-la atropelado

A versão do motorista de ter atropelado involuntariamente uma mulher foi desmontada ante as evidências do crime

O homem de 62 anos foi preso no local do suposto acidente e mesmo com o teste do bafômetro constatando o estado de embriaguez ao volante, ele foi liberado após pagar R$ 2.000,00 de fiança. Antes do suspeito fugir, um filho da vítima, identificada como Cleonice Andrade de Souza, de 62 anos, encontrou objetos de uso pessoal da mãe dentro do Ford Verona. A declaração dos familiares de que Cleonice tinha um caso com o suposto atropelador, reforçou a tese de feminicídio.

O caso foi registrado na PR-468, entre Mariluz e Umuarama. O corpo da vítima foi encontrado no acostamento, onde o condutor do Verona ainda estava, em visível estado de embriaguez. Detido e liberado em seguida, ele passou a ser investigado por crime de feminicídio. “Quando fomos atrás das informações, imaginávamos que ele também estivesse ferido, porque sabíamos que eles estavam juntos. Mas, no IML, começamos a perceber que havia muita coisa sem explicação”, afirmou o filho da vítima, primeiro a duvidar da versão de atropelamento.

“Eu só quero justiça. Minha mãe não pode virar apenas mais um número em uma estatística. A gente quer entender exatamente o que aconteceu naquela noite”, declarou. Cleonice Andrade de Souza também era conhecida em Umuarama pela longa trajetória no serviço público municipal. Ela trabalhou por cerca de 30 anos na prefeitura e estava aposentada.

Da Redação
Foto – O Bem dito

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