
Maringá contabiliza 397 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados a vírus respiratórios em 2026, conforme o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os dados também apontam 36 mortes relacionadas às diferentes doenças respiratórias monitoradas no município.
O maior número de registros está relacionado à Influenza A não subtipada, com 190 casos e 23 óbitos. Na sequência aparecem os casos de SRAG causados por outros vírus respiratórios, com 160 internações e seis mortes.
O levantamento também registra 20 casos de Covid-19, que resultaram em quatro óbitos, além de 13 casos de Influenza A (H3) sazonal, com uma morte, 14 casos de Influenza B, com dois óbitos, e 57 casos ainda em investigação, dos quais um evoluiu para óbito. Não foram registrados casos de Influenza A (H1N1)pdm09 no município neste período.
Apesar do cenário em Maringá, o Paraná apresentou redução de 14,6% nos casos de hospitalização por SRAG em comparação com o mesmo período de 2025. Até a Semana Epidemiológica 26, o Estado contabilizou 13.782 internações, contra 16.140 registradas no ano passado.
Segundo a Sesa, as crianças menores de seis anos e os idosos com mais de 60 anos continuam sendo os grupos mais afetados pelas síndromes respiratórias. Neste ano, foram registrados 5.723 casos entre crianças e 4.572 entre idosos.
Mesmo com a redução das internações no Estado, a Secretaria da Saúde reforça que a vacinação segue como a principal estratégia para evitar casos graves, hospitalizações e mortes.
Desde o fim de junho, a vacina contra a gripe está disponível para toda a população nas salas de vacinação do Paraná. Até 7 de julho, mais de 2,6 milhões de doses haviam sido aplicadas no Estado. A cobertura vacinal entre os grupos prioritários, idosos, gestantes e crianças menores de seis anos chegou a 49,8%, índice superior à média nacional, de 44,72%, mas ainda distante da meta de 90%.
Além da imunização, a Sesa orienta a população a manter medidas preventivas, como higienizar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações quando apresentar sintomas gripais e procurar atendimento médico diante do agravamento do quadro respiratório.
Alexia Alves
Foto – Gilson Abreu
