
O CRIME
Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reuniu especialistas e imprensa para informar que há um “problema sério de governança” na gestão de segurança pública do Brasil. Precisava de um fórum para chegar a essa conclusão?
FALHAS
Especialistas disseram haver empecilhos na articulação das tarefas para combater o crime entre diferentes entes. E que uma solução possível seria adotar uma central de inteligência entre os órgãos públicos contra o crime.
CANDIDATOS
O ciclo de debates continua até o final de agosto. O objetivo é levantar pauta para apresentar aos candidatos à presidência da República e um documento final, em novembro, ao vencedor das eleições.
TENTAÇÃO
Maior demanda popular, a segurança pública piora dia após dia por conta do papel primário das autoridades responsáveis. Na maioria dos casos está focada nas consequências, quando deveria priorizar também a origem do crime.
COLMEIAS
Pior que isso, o que qualquer um vê no país é que o crime vem se estruturando muito à frente das forças que o combatem. Mais grave ainda: o lugar onde os criminosos deveriam estar contidos, as penitenciárias, são viraram colmeias onde os bandidões vivem como zangões e abelhas rainhas.
MAIS UM?
De quem não se esperava, o fórum também lançou um petardo contra a segurança pública. Segundo Sérgio Lima “a mudança na classificação de organizações criminosas pelo governo dos Estados Unidos pode prejudicar a cooperação entre as polícias dos dois países”.
DESACORDO
Disse ele que “Isso é perigoso de diminuir a cooperação porque você muda a chave da cooperação, deixa de ser uma agenda policial para ser uma agenda de inteligência contra terrorismo”. Mais: “…a alteração pode reduzir a eficiência do intercâmbio de informações e das ações conjuntas de combate ao crime”.
EXEMPLO
Só para exemplificar o quanto isso beira o irracional, as facções terroristas latino americanas continuam negociando com traficantes brasileiros. Uma simbiose que envolve drogas, armas, dinheiro… e ambos lutam contra quaisquer governos.
ASSASSINATOS
Divulgado ontem, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025.
VIOLÊNCIA
Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado ante 44.127 em 2024. Os “especialistas” e governantes se apegam a um percentual: diminuição de 8,2%. Mas morre mais gente do que na guerra Rússia e Ucrânia.
DETALHE
O estudo registra que em 2025 caíram os crimes de homicídio doloso (queda de 10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Os dados mostram, no entanto, que as mortes por intervenção policial e os feminicídios subiram 5,4% e 4%, respectivamente.
FEMINICÍDIO
Os registros mostram que 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero – o maior percentual desde quando o feminicídio entrou para o Código Penal brasileiro, em 2015.
MATANÇA
Em 2025, 1.571 mulheres foram assassinadas, uma média de 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em relação a 2024).
REGIÕES
Considerando conjuntamente os feminicídios consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país. Foram 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. Outros percentuais: Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram menores níveis de violência letal de gênero consumada e tentada.
IDENTIFICAÇÃO
Atenção para duas novidades importantes. A primeira é sobre a biometria utilizada para acesso a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A segunda, sobre a substituição gradual do antigo Registro Geral (RG) pela Carteira de Identidade Nacional (CIN).
OBRIGATORIEDADE
A identificação biométrica baseada na nova identidade passará a ser obrigatória apenas a partir de 1º de janeiro de 2027. Válida para novos procedimentos relacionados aos benefícios sociais e previdenciários.
