Maringaenses reclamam de insegurança em diferentes locais

Moradores do Parque Residencial Cidade Nova estão preocupados com a situação do prédio da antiga operadora de telefonia Oi. O imóvel está inutilizado e, segundo relatos da vizinhança, tem sido alvo de invasões, furtos e depredações. A movimentação de pessoas no local tem provocado insegurança e levantado o temor de que o espaço seja ocupado irregularmente.
Segundo moradores, pessoas têm sido vistas entrando no prédio e retirando objetos, inclusive portas. A movimentação ocorreria em diferentes horários, como no início da manhã e no fim da tarde. Na última quarta, 16, um caminhão também foi visto no local para a retirada de itens do imóvel.
A situação preocupa a vizinhança porque, conforme os relatos, a retirada de portas e outros materiais pode deixar o prédio ainda mais vulnerável. Os moradores questionam se, após o esvaziamento do imóvel, haverá medidas para impedir novas invasões.
“Eles vão esvaziar o prédio e vão deixar o prédio aberto para o povo invadir?”, questionou um morador. A preocupação é que o espaço passe a ser utilizado como moradia irregular e que a situação de abandono resulte em novos problemas de segurança na região.
As denúncias feitas pelos moradores chegaram à Guarda Municipal de Maringá pelo telefone 153. Segundo a Prefeitura, nesta quarta-feira, 16, uma equipe da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) prendeu em flagrante um homem que furtava objetos dentro do prédio da antiga Oi. Ele foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil.
A prisão ocorreu após um trabalho de inteligência da corporação. Na segunda-feira (14), a Guarda Municipal já havia realizado uma ação no endereço, com uma varredura nos cômodos e busca pessoal em um homem que estava dentro do imóvel. Na ocasião, ele foi orientado e liberado, pois não houve flagrante de crime e a consulta aos sistemas não identificou mandado de prisão em aberto.
Ainda na quarta-feira, agentes identificaram funcionários da empresa realizando a retirada de itens do prédio. O setor de inteligência da Guarda Municipal está finalizando um relatório sobre a situação do imóvel. O documento deverá subsidiar as próximas ações do poder público, entre elas a notificação do proprietário sobre as condições do prédio.
COMERCIANTES
A preocupação com a segurança não se restringe ao imóvel da antiga Oi. Na região da Avenida Tamandaré, na esquina com a Rua Basílio Saltchuk, comerciantes também relatam problemas relacionados à presença de usuários e ao tráfico de drogas.
Um lojista afirmou que a situação chegou a um ponto em que a sensação entre os comerciantes é de que a região estaria se transformando em uma “Cracolândia”. Segundo ele, usuários fazem necessidades fisiológicas em frente às lojas, principalmente durante a noite, além de haver relatos de brigas, furtos, uso e comércio de drogas.
O comerciante também citou como exemplo uma mulher que, segundo ele, teria ido ao local para comprar drogas e urinava em pé, encostada em um poste. O lojista afirmou ainda que comerciantes têm procurado a imprensa após, segundo ele, esgotarem as tentativas de contato com as forças de segurança. Na avaliação do comerciante, a presença ostensiva de viaturas poderia ajudar a afastar traficantes e reduzir a concentração de usuários na área.
Outro impacto apontado é a redução do movimento no comércio. Segundo o lojista, alguns consumidores estariam evitando permanecer na região, especialmente nas proximidades do terminal do transporte coletivo, passando rapidamente pelo trecho e deixando de entrar nos estabelecimentos.
Os relatos de moradores e comerciantes reforçam a cobrança por medidas de segurança e fiscalização na região, enquanto o poder público avalia as providências que poderão ser adotadas em relação ao prédio da antiga Oi.
Sobre essa questão, a Prefeitura informa que será reforçado no local o serviço de abordagem, que é realizado continuamente pelas equipes da Secretaria de Assistência Social.
Durante as abordagens, há oferta de encaminhamento ao Centro Pop e aos demais serviços da rede socioassistencial e de saúde. A população também pode acionar e pedir a atuação das equipes de abordagem pelo telefone (44) 99103-5661.
Alexia Alves
Foto – Reprodução



